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Presidente dos EUA pede aos muçulmanos para lutarem contra “ideologias extremistas”

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O Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, apelou no domingo aos muçulmanos para que lutem contra “as ideologias extremistas”, num discurso à nação a partir da Casa Branca.

“Não nos podemos voltar uns contra os outros ao deixar que este combate seja definido como uma guerra entre a América e o Islão”, disse Obama, a partir da Sala Oval, num discurso ao país na sequência de um tiroteio na semana passada no estado da California em que morreram 14 pessoas e que hoje classificou como “ato de terrorismo”.

Contudo, ressalvou, “isso não significa negar o facto de que uma ideologia extremista se espalhou no seio de algumas comunidades muçulmanas”

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“É um problema real com o qual os muçulmanos se têm de confrontar sem desculpa”, considerou.

Barack Obama sublinhou, neste sentido, que o movimento extremista Estado Islâmico (EI) “não fala em nome do Islão”, qualificando os seus membros como “assassinos”, que fazem parte “de um culto da morte”, pelo que não se devem confundir os radicais com o resto dos muçulmanos, os quais também sofrem com as suas atrocidades.

Os ‘jihadistas’ “apenas representam uma pequena fracção de mais de mil milhões de muçulmanos em todo o mundo”, incluindo milhões de “patriotas norte-americanos muçulmanos que rejeitam a sua ideologia de ódio”, insistiu.

Neste sentido, advertiu, para a luta contra o EI ser bem-sucedida, é necessário contar com as comunidades muçulmanas como “os aliados mais fortes”, em vez de os desdenhar com a “suspeita e o ódio”.

Para isso, frisou, os líderes muçulmanos de todo o mundo “têm de continuar a trabalhar” para rejeitar, de forma decisiva e “inequívoca”, a ideologia de ódio que os grrupos terroristas como o EI e a Al-Qaeda têm vindo a promover.

Obama, que prometeu “destruir” o movimento extremista, salientou que o êxito dessa missão “não dependerá de palavras duras”.

“O nosso êxito não dependerá de palavras duras ou do abandono dos nossos valores perante o medo. Isso é o que grupos como o EI estão à espera. Em vez disso, vamos prevalecer por sermos mais fortes e inteligentes, fortes e implacáveis”, afirmou.

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