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Moção de rejeição PSD/CDS comprova sustentabilidade do executivo

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Lisboa, 03 dez (Lusa) – O PS defendeu hoje que a moção de rejeição do PSD e CDS ao Governo comprovará a sustentabilidade do executivo socialista e apontou que Paulo Portas lidera um partido que desconhece a sua real representatividade política.

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas pelo líder da bancada socialista, Carlos César, depois de confrontado com o teor da moção de rejeição que será apresentado por PSD e CDS ao programa do XXI Governo Constitucional.

“Rejeitando este programa de Governo, a direita terá a resposta, que é a da confirmação da conjugação de esforços e da conjugação política, e da sustentabilidade do atual Governo, que hoje passa a ser de pleno direito”, sustentou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

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Carlos César defendeu que “a direita” concebe um Governo formado na Assembleia da República como algo de ilegítimo – perspetiva que configura “uma desvalorização da democracia representativa e que assenta também numa ideia enciumada e agastada da vida política”.

“A direita não tolera a ideia de não ser poder seja em que circunstância for, mesmo quando é comprovadamente minoria no parlamento. A direita tem de se habituar a essa ideia de que agora é minoria”, sugeriu o ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

Interrogado sobre as críticas feitas pelo presidente do CDS-PP ao PS, por alegadamente se encontrar “refém” do PCP, Carlos César procurou desvalorizá-las, caraterizando Paulo Portas como “um contorcionista político”.

“Nesta fase do processo político, Paulo Portas parece estar a andar para a frente olhando para trás e não compreendeu que a realidade política mudou e que a realidade eleitoral e parlamentar também mudaram”, disse.

Carlos César lançou depois dúvidas sobre a real representatividade do CDS-PP na sociedade portuguesa, depois de ter concorrido coligado com o PSD nas últimas eleições legislativas.

“Paulo Portas não se apercebeu que o CDS-PP é hoje um partido político que não está sufragado. Ninguém sabe o que representa e suspeita-se até que represente muito pouco”, referiu.

Para o presidente do Grupo Parlamentar do PS, o ex-vice-primeiro-ministro também se “esqueceu que a coligação PSD/CDS perdeu mais votos nas últimas eleições do que alguma vez os votos que o CDS obteve” na História da democracia portuguesa.

“Paulo Portas está enganado quando diz que o PS está nas mãos do PCP. Isso só acontece porque ele tem da política uma ideia lúdica, de jogatana. Porventura pensa que, tal como tentou que o PSD estivesse nas mãos dele, agora o PS também ficaria nas mãos do PCP”, apontou ainda.

Carlos César contrapôs a seguir que, entre PS, PCP e Bloco de Esquerda a relação política é distinta:

“Não nos anulamos uns aos outros e não nos combatemos uns aos outros, precisamente ao contrário daquilo que aconteceu nos últimos quatro anos, quando o país foi tomado por uma crise súbita a seguir à tentativa de Paulo Portas de tornar o PSD refém da situação minoritária do CDS. Esta situação não é reproduzível sempre e Paulo Portas não pode ver nos outros aquilo que vê no espelho quando se olha”, acrescentou.

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