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Cortiça portuguesa em destaque no Museu de Arte Contemporânea de Bordéus

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O piso de cortiça Wicanders, da Corticeira Amorim, é o protagonista do mosaico com incrustações de bronze, criado pela artista portuguesa Leonor Antunes para a exposição individual no Museu de Arte Contemporânea de Bordéus – CAPC.

Ocupando uma área de 1500 metros quadrados, o mosaico de cortiça ocupa a totalidade do piso da Nave Central do CAPC e foi desenvolvido a partir da gama Wicanders Corkcomfort, da Amorim Revestimentos, uma linha de produto que privilegia, além do conforto, o visual típico da cortiça. “A inovação, introduzida neste espaço por Leonor Antunes, assenta na sua conjugação de cortiça com elementos de metal, criando assim uma ligação imediata com as esculturas suspensas que povoam a exposição, desenvolvidas no mesmo material”, esclarece a Corticeira Amorim em comunicado.

Segundo Carlos de Jesus, Diretor de Comunicação e Marketing da Corticeira Amorim, “depois de termos concebido um pavimento de cortiça para uma das galerias mais importantes do conceituado Victoria and Albert Museum, em Londres, é com enorme satisfação que vemos a sua utilização no Museu de Arte Contemporânea de Bordéus, num trabalho liderado pela artista nacional Leonor Antunes, cujo trabalho tem dado cartas no exterior”, acrescentando que “mais uma vez, a opção por um piso de cortiça está alinhada em termos visuais com a estética pretendida pela artista, conferindo simultaneamente uma atmosfera acolhedora ao espaço”.

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Nesta exposição, Leonor Antunes, que vive em Berlim desde 2004, coloca de novo em evidência a elegância do artesanato, destacando as tradições de Portugal, o seu país natal, e nos materiais preferidos incluem-se cortiça, couro, fios de bronze e nylon.

As suas exposições mais recentes foram apresentadas no New Museum in New York (2015), Pérez Art Museum Miami (2014), Kunsthalle Basel (2013), Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris (2013), e Kunstverein Harburger Bahnhof, Hamburgo (2012).O seu trabalho foi também incluído em inúmeras exposições coletivas internacionais, incluindo a 12ª Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos (2015) e a oitava Bienal de Berlim (2014), tendo recentemente exposto em locais como o Bronx Museum of the Arts, em Nova Iorque (2014), Kunsthalle Wien, em Viena (2014), no CNEAI, Chatou, em França (2013) e MIT List Visual Arts Center, em Cambridge (2012).

Atualmente, é possível encontrar pavimentos de cortiça Wicanders em diversos espaços museológicos, seja em lugares tão distantes como em Tóquio, onde Kengo Kuma renovou o espaço do Nezu Museum, ou em Itália, no Leonardo Da Vinci Museum.

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