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Câmara considera inaceitável que remodelação da linha do Norte exclua Coimbra B

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O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, disse hoje que “não é aceitável” que o projeto de remodelação da linha ferroviária do Norte exclua a estação de Coimbra B.

“Não é aceitável que se usem fundos comunitários” e, portanto, “dinheiro que também é dos contribuintes” para “remodelar a Linha do Norte e se exclua Coimbra B”, conforme despacho “publicado no Diário da República, há cerca de três meses”, afirmou o autarca socialista, que falava hoje à tarde na inauguração das obras do Parque Intermodal Coimbra Norte.

De acordo com uma portaria dos ministérios das Finanças e da Economia, publicada em agosto, vão ser investidos 40 milhões de euros no subtroço da Linha do Norte entre Alfarelos (Soure) e Pampilhosa (Mealhada), no âmbito da remodelação desta ferrovia, que envolve um investimento global de 400 milhões de euros, com financiamento da União Europeia.

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A obra, segundo o anúncio do respetivo concurso público, diz respeito à empreitada para o troço entre Alfarelos e Pampilhosa (com uma extensão de cerca de 35 quilómetros), “excluindo a estação de Coimbra B”.

A Estação Velha, designação pela qual é também conhecida a gare de Coimbra B, “tem que ser intervencionada e com a máxima urgência”, sustentou Manuel Machado, sublinhando que “Coimbra não se conforma com a desprezo a que tem sido votada” e que quer “dizer basta”.

Para o presidente do município é igualmente inaceitável que “se queira desviar a Linha da Beira Alta para norte, passando a ligar Vilar Formoso a Aveiro, em prejuízo do traçado existente entre aquela fronteira e Pampilhosa/Coimbra/Figueira da Foz.

“A deslocalização da Linha da Beira Alta seria grossa asneira”, alegou o autarca, sustentando que “o que falta é a modernização” desta via ferroviária.

O Parque Intermodal Coimbra Norte, denominação agora atribuída à zona de tomada e largada de passageiros da Estação Velha, foi objeto de uma intervenção da autarquia, no sentido de o tornar “mais agradável, moderno e funcional”.

Para além dos comboios, o parque, que permite a utilização de autocarros, táxis e veículos particulares (incluindo velocípedes) e dispõe de estacionamento automóvel em “abundância”, pretende também promover o “uso do transporte público”, prevendo a Câmara que também ali possa vir a “confluir a solução de transporte que vier a ser adotada no ramal da Lousã/centro da cidade”.

A reabilitação da zona de tomada e largada de passageiros de Coimbra B, que envolveu um investimento de cerca de cem mil euros e foi executada em menos de cinco meses, surge na sequência de outra obra camarária no mesmo local, visando, designadamente, a deslocalização da paragem de táxis e reordenação das áreas de estacionamento automóvel pago e gratuito, concluída em dezembro de 2014, após um investimento da ordem dos 150 mil euros.

“Nós cumprimos a nossa parte, levando estas intervenções até ao limite da nossa jurisdição”, salientou Manuel Machado, exigindo que “os outros cumpram também a sua parte”, como a Infraestruturas de Portugal em relação à estação de Coimbra B, que “continua a ser um apeadeiro”.

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