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O Estado Islâmico abrandou o seu progresso na Líbia

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O Grupo jihadista Estado Islâmico (EI) estabeleceu uma base na Líbia, mas a sua expansão está a ser limitada por dificuldades de financiamento e da hostilidade da população, de acordo com especialistas da ONU.

O EI controla grandes áreas do território na Síria e no Iraque e aproveitou o caos na Líbia para se implantar desde 2014, pela primeira vez em Derna (este) e depois em Syrte, em fevereiro de 2015.

O EI é “uma clara ameaça a curto e longo prazo na Líbia”, onde o grupo beneficia da atração e da notoriedade adquiridas no Iraque e na Síria, reconhecem, num relatório, os peritos do Comité de Sanções contra a Al Qaeda.

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A Líbia é uma encruzilhada entre o Médio Oriente, a África e a Europa, “de importância estratégica” para jihadistas líderes que veem como sendo “a melhor oportunidade para expandir o seu pretendido Califado”, segundo o relatório.

Mas os EI “não é o único protagonista” entre as muitas facções rivais na Líbia e o grupo “está a enfrentar forte resistência da população, bem como dificuldades na construção e manutenção de alianças locais.”

O relatório avalia o número de combatentes locais do EI apenas entre 2.000 e 3.000, incluindo 1.500 em Syrte.

Além de cerca de 2.000 combatentes estrangeiros idos principalmente do Magrebe, o EI “ainda não foi capaz de recrutar internacionalmente com a mesma extensão como na Síria e no Iraque.” Não há até agora provas de que existam europeus, nem de mulheres ou de família, que tenham ingressado diretamente no EI na Líbia.

“Neste momento, o EI parece abrandar a sua capacidade de se espalhar rapidamente a partir da sua fortaleza atual” na Líbia, analisam os especialistas. “O EI é certamente capaz de cometer ataques terroristas em qualquer lugar na Líbia, mas o seu número limitado de combatentes não permite uma expansão territorial rápida.”

O financiamento também é um problema. De acordo com as informações recolhidas pelos peritos dos Estados-Membros, o EI não está envolvido em atividades mais remuneradoras, como drogas, extorsão e exploração dos migrantes que procuram chegar à Europa.

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