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Rio2016: Moeda comemorativa foi um desafio para Joana Vasconcelos

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A artista plástica Joana Vasconcelos assumiu hoje que desenhar a moeda comemorativa da participação portuguesa nos Jogos Olímpicos Rio2016 foi um desafio que a obrigou a viajar ao seu passado de joalheira e atleta.

Do “desafio novo” lançado a Joana Vasconcelos pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) e pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) nasceu uma moeda comemorativa, de edição limitada, na qual os anéis olímpicos se entrelaçam sob a forma de ondas do mar, que representam a simbólica união das nações e de dois mundos, o passado e o futuro, ‘traduzidos’ em duas metades distintas de ouro e prata.

Durante a apresentação da moeda de coleção de 2,5 euros – em 2016, será emitida uma corrente comemorativa, com o valor de dois euros -, que decorreu hoje na INCM, em Lisboa, a artista plástica reconheceu que nunca esperou desenhar uma moeda.

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“A numismática é entendida como uma arte. Há uma tradição de desenhadores de notas e moedas, que são entendidos no meio da arte como especialistas. Estava longe de pensar que seria uma especialista”, disse Joana Vasconcelos.

Para desenhar a moeda, que já está a ser comercializada e cuja venda reverterá, parcialmente, para a preparação da Missão Olímpica nacional rumo ao Rio2016, Vasconcelos foi obrigada a viajar ao passado. “Foi um projeto muito curioso. Associa duas partes da minha vida que não estão tão presentes agora, mas que me tornaram quem eu sou”, disse, referindo-se ao seu início na joalharia e ao seu percurso como atleta de karaté.

“Obviamente, a joalharia é muito diferente da numismática, por isso fiz um ‘update’ de conhecimento”, acrescentou, considerando que também o desporto mudou muito desde que foi atleta de alta competição: “Na altura, as estruturas eram mais débeis”.

Sentindo-se parte integrante da equipa que vai estar no Rio de Janeiro, a artista plástica teve sempre em mente, no processo de criação das duas moedas, a intenção de apoiar os atletas que vão representar Portugal.

“Eu consumo Jogos Olímpicos, adoro todas as modalidades. Quem foi atleta dá valor a tudo o que implica ser atleta olímpico”, confessou depois de realizada uma visita guiada, na qual, no meio de um barulho ensurdecedor, foi possível ver todos os passos que levaram à produção da primeira série de 1.500 moedas comemorativas.

O presidente do COP, José Manuel Constantino, destacou o “marco significativo” que a colaboração com Joana Vasconcelos, que qualificou de “particularmente feliz e prestigiante”, representa para a instituição.

Já Rui Carp, presidente da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), destacou o projeto tecnológico inovador desenvolvido para a criação da moeda, que permite a junção de duas ligas metálicas distintas – o ouro e a prata – e a união entre arte e técnica.

“Joana Vasconcelos concebeu uma moeda com características únicas, que desafiaram as regras da numismática”, salientou, desejando que a moeda criada pela artista plástica seja de sorte para os atletas que estarão nos Jogos Olímpicos, que vão decorrer entre 05 e 21 de agosto, no Rio de Janeiro.

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