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Reforço policial para conter motim em centro para imigrantes da Austrália

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Sydney, Austrália, 10 nov (Lusa) – A polícia australiana recuperou parcialmente o controlo do centro de imigrantes da ilha Christmas, após o motim que estalou no domingo na sequência da morte de um recluso, disse hoje o ministro da Imigração, Peter Dutton.

Dutton indicou que a polícia, que chegou esta noite à ilha – situada a 2.650 quilómetros ao largo de Perth, na costa noroeste da Austrália – recuperou o controlo de algumas alas do centro sem enfrentar grande resistência, mas a operação continua em curso.

“Ainda há um grupo de criminosos que estão a causar problemas a que a Polícia Federal e os guardas da Serco [empresa que gere a segurança do centro] farão frente no devido momento”, afirmou o ministro, em declarações aos jornalistas em Camberra.

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O pessoal encarregado da segurança recuperou, esta noite, o controlo da área administrativa e da unidade médica, enquanto os reclusos que não participam no protesto foram transferidos para lugares mais seguros dentro das instalações.

As autoridades informaram que reforçaram o perímetro de segurança do centro, onde foram registados danos, incluindo tentativas de provocar incêndios, enquanto negoceiam com os revoltosos para levar medicamentos àqueles que precisam.

Em contraste com a versão oficial, os reclusos garantiram hoje à ABC que a situação se agravou e desmentiram que as autoridades tenham recuperado o controlo do complexo.

O neozelandês Tuk Whakatutu disse à televisão australiana que durante a madrugada um grupo de 20 homens que participam no motim muniu-se de armas.

“Ergueram barricadas. Todos os jovens têm machetes, paus e barras de ferro e todo o tipo [de coisas]”, descreveu Whakatutu.

A revolta no centro de imigrantes eclodiu depois de um grupo de iranianos ter protestado contra a morte do requerente de asilo curdo-iraniano Fazel Chegeni, cujo cadáver foi encontrado no domingo pouco depois ter escapado do centro.

No motim participam também estrangeiros com antecedentes criminais, cujos vistos foram cancelados e estão, portanto, prestes a serem deportados.

Estes formam a maioria das 200 pessoas confinadas no centro da ilha Christmas, onde também se encontram retidos refugiados e requerentes de asilo.

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