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Portugal participa no Salão Internacional do Património Cultural em Paris

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Portugal está a participar na 21.ª edição do Salão Internacional do Património Cultural, no Carroussel du Louvre, em Paris, que arrancou hoje e que decorre até domingo.

A participação portuguesa conta com os vencedores do Prémio Internacionalização do Património 2014 – Aldeias Históricas de Portugal, Aldeias do Xisto e OCUBO – assim como a empresa de revitalização patrimonial Spira, promotora do prémio e da feira portuguesa do património.

Em conferência conjunta, realizada hoje, intitulada “Portugal: Movimento, Cor e Dinâmica do Património”, os participantes portugueses falaram sobre a sua experiência e o estado do setor do património cultural em Portugal.

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Catarina Valença Gonçalves, diretora-geral da Spira, não poupou críticas ao estado do setor do património no país, lamentando, por exemplo, que, “em 40 anos de democracia, nunca [tenha havido] um plano estratégico para o património em Portugal”.

A responsável elencou os problemas do setor como “a formação ainda incipiente”, “a difícil renovação de quadros dirigentes” e lamentou que “as pessoas que dirigem o setor [sejam] as mesmas há 40 anos”.

Catarina Valença Gonçalves destacou, no entanto, que há “um aumento do número de visitantes e uma diversificação dos ‘players’ que pertencem ao setor”, sublinhando que os responsáveis políticos já começam a ver as vantagens do património cultural a nível económico.

Carlos Carvalho e Carina Rocha, representantes da empresa OCUBO, apresentaram a empresa de ‘vídeomapping’ para monumentos e os principais eventos em que participaram em Portugal e no estrangeiro, incluindo o espetáculo multimédia na fachada da UNESCO, em Paris, em janeiro deste ano, no lançamento do Ano Internacional da Luz.

Rui Simão, coordenador das Aldeias do Xisto, falou sobre este projeto de revalorização patrimonial no centro de Portugal, explicando que “o objetivo é trabalhar com a memória e a cultura locais”, procurando “oportunidades para se diferenciar e reinventar” um “território rural, difícil e abandonado”.

Questionado pela Lusa quanto às expectativas da presença neste evento, Rui Simão evocou a possibilidade de “construir novas ligações para posteriormente vir a participar em feiras de venda de produto, seja dentro do mercado imobiliário, do mercado turístico ou da exportação de bens agroalimentares, entre outros”.

Dalila Dias, coordenadora das Aldeias Históricas de Portugal, apresentou a “grande rota das aldeias históricas de Portugal” durante a conferência e, no final, explicou à Lusa que “as expectativas são elevadas, fruto da procura dos visitantes”, do seu “carinho especial por Portugal” e da promessa turística de que se desloquem “a estes recantos desconhecidos de Portugal”.

O salão conta também com uma exposição de fotografia do português Francisco Piqueiro, que apresenta dez imagens aéreas impressas em grande formato, ilustrando desde a Casa da Música no Porto, ao Mosteiro de Mafra, ao Mosteiro da Batalha ou a Universidade de Coimbra.

“Tentei encontrar um conjunto que fosse elucidativo do património de Portugal e que fosse identificável”, disse à Lusa Francisco Piqueiro, professor de hidráulica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que exerce, desde há 14 anos, “uma segunda vida profissional” ligada à fotografia aérea, contando com um arquivo de dez mil imagens do património de Portugal.

“O objetivo é mostrar o que faço em termos de fotografia aérea na área do património e esperar, no sentido ingénuo, que possa vir a dar outro trabalho”, declarou o fotógrafo que realizou campanhas de fotografia aérea ao longo de toda a Costa Atlântica Portuguesa.

O Salão Internacional do Património Cultural conta com 340 expositores de 12 países, sendo aguardados cerca de 24.000 visitantes em quatro dias, entre grande público e profissionais das áreas do património cultural.

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