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Portugal a caminho de ultrapassar Grécia em receitas do turismo britânico

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Londres, 03 nov (Lusa) – Além de recordes históricos em termos de número de turistas britânicos, Portugal vai este ano bater também máximos de receitas do turismo oriundo do Reino Unido, ultrapassando pela primeira vez a Grécia, afirmou o presidente do Turismo de Portugal.

Até agosto, aumentou 7,1% o número de hóspedes britânicos, 7,7% o número de dormidas e 11,8% o valor das despesas feitas por turistas do Reino Unido, sempre relativamente ao período homólogo, adiantou João Cotrim de Figueiredo, em Londres, onde se encontra para participar no World Travel Market (WTM), uma das feiras mais importantes do setor.

O responsável saudou este crescimento de receitas, que é muito superior ao aumento de visitantes e vai permitir ultrapassar a Grécia em termos de valor de receitas do turismo britânico.

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“Eles também cresceram, mas à custa da descida de preços”, referiu.

O mercado do Reino Unido é, há muitos anos, um dos principais emissores de turistas estrangeiros para Portugal, mas os fluxos sempre se concentraram no Algarve e na Madeira.

Porém, no último ano, isto mudou e começa a assistir-se, segundo Figueiredo, a “um fenómeno de redescoberta de Portugal por parte do público britânico”.

A lista de regiões que mais estão a crescer são os Açores, Alentejo, Centro e Norte, fruto de uma maior abertura dos britânicos à diversificação da oferta para além do habitual sol e praia.

O presidente do Turismo de Portugal considera estar a assistir-se a uma “mudança estrutural” que levará ao fim das férias em pacote marcadas junto de um operador turístico, passando os turistas a procurarem outras actividades, como a natureza ou o desporto.

Este cenário leva a que a estratégia de promoção no Reino Unido dependa menos dos grandes promotores turísticos e seja equilibrada com campanhas na Internet e contactos com agentes independentes.

João Cotrim Figueiredo disse também que parte deste sucesso se deve ao trabalho de muitos empreendedores, seja do setor hoteleiro, de animação ou da restauração.

No entanto, alertou para o risco de um abrandamento do crescimento do turismo e reiterou a necessidade de continuar a “inovar e renovar”.

“Não podemos dormir à sombra de três bons anos”, sublinhou.

O WTM decorre até quinta-feira no pavilhão ExCeL, onde o Turismo de Portugal possui um espaço que acolhe as sete regiões de turismo nacionais e onde estão representadas cerca de 50 empresas.

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