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Pianista Filipe Pinto-Ribeiro vai apresentar novo disco na Salle Gaveau em Paris

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O pianista português Filipe Pinto-Ribeiro vai apresentar o seu novo disco, “Piano Seasons”, na Salle Gaveau, em Paris, na próxima quarta-feira.

O programa do concerto é preenchido por obras de Piotr Ilitch Tchaikovsky, Astor Piazzolla, Marcelo Nisinman e Eurico Carrapatoso, dedicadas à temática das estações do ano, um tema que o acompanha desde a infância e que deu origem ao novo álbum lançado em setembro.

“É um projeto muito especial para mim, porque já vem sendo pensado desde os meus tempos de doutoramento no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, onde tive contacto com a temática das estações de Tchaikovsky e, claro, sempre tive no meu imaginário, desde a infância, as estações do ano associadas a Vilvadi”, disse à Lusa o pianista.

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A abrir o concerto vai estar uma seleção de peças do ciclo para piano de Tchaikovsky “As Estações op.37-bis”, seguindo-se a estreia em França de “Quatro Estações de Buenos Aires”, de Astor Piazzolla, numa nova versão composta por Marcelo Nisinman para Pinto-Ribeiro, e “Quatro Últimas Estações de Lisboa”, de Eurico Carrapatoso, uma obra também dedicada ao pianista, que também vai ser apresentada pela primeira vez em França.

Para Filipe Pinto-Ribeiro, “a passagem por Paris é muito importante, ainda para mais sendo uma das salas mais importantes da Europa”.

“Este concerto em Paris reveste-se de uma importância extra, por ser a estreia em França de duas obras, neste caso, uma obra de um português, ‘Quatro Últimas Estações de Lisboa’, e a nova versão para piano de ‘As Quatro Estações de Buenos Aires’, de Astor Piazzolla, composta para mim pelo compositor Marcelo Nisinman “, explicou o músico, sublinhando também que a editora (Paraty) e a distribuidora (Harmonia Mundi) do novo disco são francesas.

Filipe Pinto-Ribeiro promete colocar em diálogo “a portugalidade de Carrapatoso, o novo tango argentino de Piazzolla e o romantismo russo de Tchaikovsky”, ou seja, três ciclos de “Estações”, “três linguagens, três mundividências e três países que se cruzam” em três séculos: XXI, XX e XIX.

À múltipla trilogia, o pianista pretende associar as suas raízes portuguesas e uma dimensão que o “tem levado por esse mundo fora”, a começar pelos tempos em que fez o doutoramento no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo e a passar pelo mais recente recital em Buenos Aires, na Argentina.

“A minha passagem pela Rússia ligou-me muito aos compositores russos. Tocar Tchaikovsky, para mim, é tocar um compositor que me é muito familiar. Eu estudei esta obra com o ‘fac simile’. Aliás, esta obra foi composta no conservatório de Moscovo onde eu estudei. De facto, estive a beber da fonte da composição da obra. Por outro lado, acabei de fazer um recital em Buenos Aires, onde toquei no piano do próprio Piazzolla, imbuído desse espírito de tango”, contou.

O concerto na Salle Gaveau integra-se nas comemorações do cinquentenário da Delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian e faz parte da digressão mundial de Filipe Pinto-Ribeiro, que arrancou em Lisboa, a 23 de setembro, passou por Málaga, Marbella, Buenos Aires e vai, ainda, a Berlim (04 de dezembro), Roma (13 de fevereiro) e Los Angeles (08 de abril).

Filipe Pinto-Ribeiro, um dos pianistas portugueses atuais de maior projeção internacional, depois de Maria João Pires, é diretor artístico do Festival e Academia Verão Clássico do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e do DSCH – Schostakovich Ensemble.

O músico desenvolve uma intensa atividade solística e camerística, abrangendo um repertório vasto, que se estende do Barroco até aos dias de hoje, e realiza frequentemente concertos como solista, com orquestras e agrupamentos de câmara, tocando com artistas como Renaud Capuçon, Gary Hoffman, Gérard Caussé, Michel Portal ou José Van Dam, entre outros.

 

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