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PCP acusa Cavaco Silva de transformar ato de “normalidade democrática” em crise politica

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Espinho, Aveiro, 21 nov (Lusa) – O secretário-geral do PCP acusou hoje, em Espinho, o Presidente da República de “transformar numa crise política” um ato que deveria ser de “normalidade democrática”, ao não ter dado ainda posse a um Governo do PS.

“Não há nenhum pretexto ou razão institucional objetiva que possa justificar a atitude do Presidente da República. Não há nenhuma razão para que mantenha por mais tempo o Governo PSD/CDS-PP em gestão. É tempo de parar com toda a encenação catastrofista”, vincou Jerónimo de Sousa num almoço-comício em Espinho, no distrito de Aveiro.

Na opinião do líder comunista, é “inaceitável e antidemocrática” a campanha “desestabilizadora” em curso, com a “conivência” de Cavaco Siva, para impor “a todo o custo” a recondução do Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, que o povo “claramente condenou” à derrota.

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“A única saída constitucional a que está obrigado [Cavaco Silva] é dar posse à solução governativa que, comprovadamente, reúne todas as condições para se concretizar”, disse.

Jerónimo de Sousa realçou que “não há nenhuma” razão para este comportamento de Cavaco Silva, a não ser “servir os interesses” imediatos, mas também futuros, do PSD e do seu parceiro de coligação.

O secretário-geral do PCP acrescentou, ainda, ser “tempo de parar com a argumentação fraudulenta do golpe e da usurpação e outros dislates sem sentido e de mau perder, como esse de exigir a revisão da Constituição para a realização de novas eleições”.

“Usurpação e golpe é querer governar, como pretendem PSD e CDS-PP, contra a vontade da maioria dos deputados e sem respeitar a vontade da maioria que existe na Assembleia da República”, considerou.

O secretário-geral comunista realçou que o PSD/CDS-PP querem “à viva força” vender a ideia de fragilidade dos acordos dos diversos partidos, maioritários na Assembleia da República, afirmando que não garantem as condições de estabilidade exigidas pelo Presidente da República.

“Mas, o que é que a coligação PSD/CDS-PP tinha para oferecer quando foi nomeado Passos Coelho por Cavaco Silva, senão a sua acanhada e fragilíssima minoria?”, questionou.

Jerónimo de Sousa afirmou “compreender” que Cavaco Silva defenda os seus, mas não é aceitável que queira impor a outros o que não impôs aos seus.

O comunista insistiu que existem condições políticas para que o Presidente da República dê posse ao Governo do PS, sublinhando que esse executivo constituirá “uma solução duradoura na perspetiva da legislatura”.

“O Presidente da República não pode demorar mais tempo a tomar a sua decisão, porque esta situação está a criar instabilidade no país”, considerou.

Cavaco Silva ouviu na sexta-feira os sete partidos com assento parlamentar, dez dias depois da aprovação de uma moção de rejeição ao Programa do Governo. A aprovação daquela moção, com o voto de toda a oposição parlamentar, implicou a demissão do executivo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho.

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