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Paris/Atentados: Autoridades identificaram cinco dos sete bombistas suícidas

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Cinco dos sete bombistas suicidas que se fizeram explodir na sexta-feira em Paris foram já identificados pelas autoridades, confirmando-se que quatro tinham nacionalidade francesa e combateram na Síria.

Pelo menos 89 pessoas foram abatidas por três homens munidos de armas de guerra que dispararam indiscriminadamente contra os espetadores do concerto que decorria no Bataclan, uma sala de espetáculos no centro da capital francesa.

Os atacantes fizeram-se explodir quando as autoridades entraram no edifício onde decorria o concerto.

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Omar Ismail Mostefai, de 29 anos, era um delinquente francês nascido em Courcouronnes, um bairro dos arredores de Paris, e condenado oito vezes entre 2004 e 2010 por pequenos delitos nunca tendo cumprido penas de prisão.

Segundo a France Presse, foi referenciado por “radicalismo” em 2010 mas nunca tinha sido “implicado” em qualquer processo judicial relativo a terrorismo.

Segundo um responsável turco, as autoridades de Ancara já tinham “informado a polícia francesa duas vezes, em dezembro de 2014 e em junho de 2015”, sobre Mostefai.

O terrorista do grupo de se autointitula Estado Islâmico era membro de uma família de seis irmãos e tinha uma filha mas, segundo as informações recolhidas pela France Presse, não mantinha relações com os familiares.

Segundo fontes policiais esteve na Síria em 2014.

Samy Amimour, um outro atacante suicida que se fez explodir no Bataclan, tinha 28 anos e era natural de Paris.

Segundo as autoridades francesas, Amimour foi acusado, em outubro de 2012, de associação criminosa por estar relacionado com um plano de combate no Iémen, que não se concretizou.

Amimour, descrito pela família como tímido desde a infância, esteve na Síria onde se manteve até ao verão de 2014, onde se casou.

Pelo menos 39 pessoas foram mortas a tiro, atingidas pelos disparos das espingardas de assalto dos atacantes, quando se encontravam sentadas nas esplanadas dos bares e restaurantes:

Brahim Abdeslam, 31 anos, francês, residente na Bélgica, fazia parte da equipa de atiradores, tendo depois detonado as cargas explosivas que trazia consigo, junto à Praça da República.

Salah, um dos irmãos de Abdeslam, pode ser, segundo as autoridades, o oitavo atacante, procurado pela polícia.

A justiça belga emitiu um mandado de captura internacional contra Salah e, ao mesmo tempo, a polícia francesa fez divulgar a fotografia do suspeito, apontado como “um indivíduo perigoso”, proprietário de um veículo, com matrícula belga, e que se encontrava estacionado junto ao Bataclan na sexta-feira.

De acordo com as fontes consultadas pela AFP, Salah foi exfiltrado com a ajuda de cúmplices belgas.

Por outro lado, Brahim era proprietário do carro, também com matrícula da Bélgica, que se encontrava estacionado em Montreuil, Paris, e que tinha na mala três espingardas de assalto ‘kalachnikov’ e onze carregadores, cinco dos quais municiados.

Na sexta-feira, três jhiadistas fizeram-se explodir no espaço de cerca de meia hora junto ao Estádio de França: entre eles Bilal Hadfi, francês de 20 anos e residente na Bélgica, que também combateu na Síria.

Um outro atacante suicida foi identificado como Ahmad al-Mohammad, 25 anos, nascido em Idlib, na Síria, que terá entrado na Europa através da Grécia, apesar de se manterem as dúvidas sobre a autenticidade do passaporte que trazia consigo.

O nome de Ahmad al-Mohammad não faz parte das listas da polícia.

 

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