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Operação Marquês: Novos indícios de crime com Sócrates já preso

Jornal Sol

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

José Sócrates foi detido em novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, mas o Departamento Central de Investigação e Ação Penal considera que o esquema de branqueamento de capitais continuou – e com a intervenção do ex-primeiro-ministro. A partir da prisão de Évora, renegociou um empréstimo conseguindo 100 mil euros e fez uma transferência bancária de 10 mil euros.

Segundo o SOL apurou junto de fontes judiciais, as escutas telefónicas e a quebra do segredo bancário permitiram perceber que a sua ex-mulher, Sofia Fava, tem feito uma grande ginástica financeira para manter em dia as prestações mensais – mais de 4 mil euros – do empréstimo bancário que contraiu para comprar um monte no Alentejo. A propriedade está em seu nome, mas o Ministério Público (MP) acredita que é património do ex-governante.

Com Carlos Santos Silva também preso e as contas congeladas, o circuito de capitais ficara comprometido. As mensalidades que até à detenção do ex-primeiro-ministro eram pagas com dinheiros que tinham origem em contas de Carlos Santos Silva passam a representar um problema para Sofia Fava e para o seu companheiro, Manuel Costa Reis.

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Empréstimos de familiares e amigos

Perante as dificuldades em obter dinheiro, chegaram mesmo a falhar as datas de pagamento e a pedir dinheiro a familiares e amigos (depositaram até um cheque emitido por Francisco Pinto Balsemão, amigo de infância do pai de Manuel Costa Reis).

No final de 2014, o casal ainda consegue dar a volta à falta dos valores usualmente transferidos por Sócrates e a prestação do imóvel de Montemor-o-Novo é paga com dinheiro de uma conta de Costa Reis, que tinha sido transferido pela sua mãe.

No início deste ano, porém, Sofia Fava chegou a ter pouco mais de 90 cêntimos na conta. O pagamento dos 4.100 euros da prestação mensal só foi feito depois de José Sócrates ter conseguido uma renegociação do crédito que tinha na CGD e assim entregar 100 mil euros à ex-mulher.

Com este dinheiro foram ainda pagos os honorários do advogado Pedro Delille e devolvidos a Manuel Costa Reis os valores que adiantara a Sofia Fava para suprir as dificuldades anteriores. Mas, segundo fontes bancárias, a ex-mulher de Sócrates fez mais uma transferência: para a XLM, de Santos Silva, considerada suspeita.

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