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Novo presidente da federação de râguebi quer recuperar “espírito das seleções”

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O novo presidente da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR), Luís Cassiano Neves, assumiu hoje como principais objetivos do mandato a recuperação do espírito das seleções, a união dos vários agentes da modalidade e o desenvolvimento da formação.

“É preciso reformular o espírito das seleções, recuperar um bocadinho aquilo que foi o espírito de 2007 [quando a seleção principal marcou presença no Mundial]”, disse Cassiano Neves à agência Lusa.

O sucessor de Carlos Amado da Silva entende que Portugal deve preservar o espírito amador com uma gestão profissional.

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“Por um lado temos de ser extremamente profissionais na forma como gerimos a modalidade, mas em termos de espirito temos de nos lembrar que somos amadores e estamos aqui por uma causa, por um amor à camisola. Esse espirito que é diferenciador terá de regressar a par com metodologias e processos profissionais”, defende.

Luís Cassiano Neves considera necessária “uma revisão da composição dos quadros técnicos, com pessoas que compreendem a realidade competitiva portuguesa e os jogadores portugueses, não só ao nível de dirigentes, mas também de treinadores”.

Cassiano Neves, que venceu as eleições com mais quatro votos do que Amado da Silva, garante que não quer “mudar tudo de uma vez” e assegura que no primeiro ano quer “fomentar o consenso e a pacificação, sentando toda a comunidade do râguebi, e promover a sua participação na definição do rumo futuro da modalidade”.

O novo presidente, que foi atleta e treinador, quer também “apostar fortemente no desenvolvimento e na formação”, algo que, defende, “só pode ser feito através de uma aproximação entre a realidade técnica da federação e a realidade técnica dos clubes”.

Cassiano Neves pretende “apostar muito na comunicação, passando a comunicar o râguebi de forma diferente, criando novos conteúdos e apostando em novas plataformas” e procurar novos patrocinadores.

“A contribuição dos patrocinadores tem vindo a diminuir e tem havido acréscimo das receitas institucionais, o que revela alguma falta de competência em termos de mercado por parte da federação”, considera.

Luís Cassiano Neves, advogado e especialista em direito desportivo, admite que um mandato de quatro anos poderá ser insuficiente para todas as mudanças que defende, mas espera “conseguir criar as bases necessárias para bons resultados”.

Cassiano Neves venceu as eleições realizadas terça-feira com 41 votos, mais quatro que Carlos Amado da Silva, que se recandidata a um terceiro mandato.

Às eleições apresentou-se também uma lista liderada por Francisco Martins, que obteve quatro votos e que apresentou um recurso que mantém o resultado pendente até realização de uma assembleia-geral.

Com Cassiano Neves entram na direção, para o quadriénio 2015-2019, António Vieira de Almeida, Gonçalo Neto, Francisco Pereira Branco e Miguel Raposo de Magalhães.

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