Hoje em dia as empresas recorrem às chamadas figuras públicas ou até a artistas famosos para a promoção de produtos. Exemplo disso é o caso de sucesso obtido pela Nexpresso em que participou na publicidade George Clooney.
Já anteriormente a Lux tinha obtido um grande sucesso ao utilizar, na sua divulgação, várias estrelas de cinema e frase comum: «Nove em cada dez estrelas de cinema usam LUX». Havia aqui uma mensagem subliminar de que, se as mulheres mais bonitas o usavam, a mulher comum ao usá-lo podia tornar-se mais bela.
Mas antes de existirem “embaixadores de marcas” existiam mascotes publicitárias. Um boneco ou a imagem de um animal eram os mais utilizados. Veja-se o exemplo do boneco da Michelin, ou, no caso aqui apresentado, o menino da Toddy.
Este menino de boina branca com as letras TODDY a encarnado, espreitava a cabeça nos anúncios ou aparecia de corpo inteiro. Pretendia dar a imagem de uma criança saudável e era essa a sua mensagem: aquela bebida fortalecia e era boa para a saúde.
A sua representação em boneco de baquelite é extremamente rara. A baquelite é uma resina sintética, quimicamente estável e resistente ao calor, que foi o primeiro produto plástico muito usado em brinquedos, até aos anos 50/60. A sua fragilidade fez com que muitos desses objectos não chegassem aos nossos dias em boas condições, mas este aqui representado manteve-se intacto.
Curiosamente, a campanha era acompanhada, já nessa altura por um spot publicitário que passava na televisão “Já tomou seu Toddy hoje?”
Com uma letra simples e composição musical agradável e fácil de memorizar, o jingle, depois de ser maciçamente veiculado na rádio, foi levado para a televisão e transformou-se numa publicidade de igual sucesso. Observem que a força do anúncio de televisão reside basicamente na trilha sonora, no jingle. Mas que se transforma numa peça de grande impacto pela presença de Norma Bengell em todo o seu esplendor de musa de uma época.
A imagem do menino Toddy, de autoria desconhecida, não resistiu ao tempo. Após a aquisição pela Pepsico, em 2003, a marca decidiu apostar numa nova imagem publicitária e passou a usar uma vaca estilizada como mascote.
Nos anos 80, o produto apresentado em bebida líquida levou à criação de um novo ícone publicitário: o Toddynho, criado pela empresa Mc-Cann-Erickson, para o mercado brasileiro.








































