Início Mundo Atentados em Paris Grávida que estava suspensa no Bataclan reencontrou o homem que a salvou

Grávida que estava suspensa no Bataclan reencontrou o homem que a salvou

Christopher Marques - RTP

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Depois do ataque ao Bataclan, vão-se conhecendo pouco a pouco aqueles que impediram que a tragédia fosse maior. Sobressai agora o relato do francês Sébastien, originário da cidade francesa de Arles. Como centenas de outros, assistia ao concerto na noite de sexta-feira. Foi ele que salvou a jovem grávida que aparece suspensa na janela do Bataclan.

A história da jovem mulher tornou-se conhecida ao aparecer no vídeo divulgado pelo jornal Le Monde. Sabe-se agora que os três – incluindo o bebé – sobreviveram e estão bem, noticia o Huffington Post.

Perante o cenário, a mulher grávida quis conhecer o seu salvador. Depois de um apelo nas redes sociais, a busca deu frutos.

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“A mulher grávida que todos viram em vídeo, suspensa na janela do Bataclan a pedir socorro, deseja reencontrar o homem que a ajudou a subir e salvou. Só para lhe dizer ‘obrigado’”, lê-se no tweet amplamente divulgado. O post cumpriu a sua função.

“Através do anúncio colocado no twitter, o irmão do homem que a ajudou contactou-me por e-mail”, relatou um amigo da jovem grávida ao Huffington Post. “Verifiquei junto dele e da minha amiga que se tratava da pessoa certa e trocaram contactos”.

A jovem grávida manteve o anonimato, não se sabendo sequer o seu nome. Também o jovem salvador tem procurado manter o anonimato, não sendo conhecida a sua identidade.

Sabe-se que se chama Sébastien, é originário de Arles, no sudeste francês, e escreveu um relato na primeira pessoa para o La Provence.Depois de ter procurado uma saída de emergência, acabou por subir ao primeiro andar do Bataclan. Foi aqui que encontrou a jovem grávida.

“À minha frente havia duas janelas. Numa delas, estava suspensa uma mulher grávida. Suplicava a quem estava em baixo que a recebessem caso saltasse. Mas em baixo, também era o caos”, relata.

“Passei pela outra janela, agarrei-me a um orifício de ventilação, a 15 metros do chão. Aguentei-me cinco minutos até que a mulher grávida, que não resistia mais, pediu-me que a ajudasse a regressar ao interior do edifício.

“Foi o que fiz. Não sei para onde foi a seguir”, lamentava então.

A história chega agora ao fim, com as notícias que estão bem e sobreviveram aos ataques de 13 de novembro de 2015. O último balanço oficial revela que pelo menos 129 pessoas morreram nos ataques à capital francesa. Mais de 80 encontravam-se no Bataclan.

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