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Estado Islâmico ameaça com atentados em países membros da coligação internacional

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O grupo extremista Estado Islâmico (EI) ameaçou realizar mais atentados, semelhantes aos de Paris, na sexta-feira, em outros países que integram a coligação internacional que bombardeia as posições do movimento no Iraque e na Síria.

Num vídeo difundido na Internet pela filial do EI na região iraquiana de Kirkuk e cuja autenticidade não pode ser confirmada, o grupo extremista afirmou que vai atacar os Estados Unidos, Austrália, Canadá e Bélgica, entre outros, “se continuarem os bombardeamentos contra os muçulmanos”.

“Digo aos países da coligação (liderada pelos EUA) que não vão continuar a viver em segurança até que os muçulmanos vivam em segurança nos seus países”, declarou um combatente do EI na gravação.

Sob o título “Até que chegou o castigo”, o vídeo começa com imagens dos meios de comunicação social sobre os atentados de Paris, seguindo-se as advertências de vários ‘jihadistas’ jovens, que não se identificam.

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Um deles pediu aos “crentes que sigam o exemplo dos irmãos [franceses] e ataquem os infiéis nos seus próprios lares (países)”.

“Dizemos aos cruzados, especialmente à França, que não estarão seguros enquanto os seus aviões sobrevoarem os países dos muçulmanos. Isto [os ataques de Paris] foi uma simples resposta”, acrescentou.

Outro ‘jihadista’, armado com uma espingarda ‘kalashnikov’, sugeriu que os ataques podem ser realizados “com engenhos explosivos, tiros, facas, veículos (armadilhados), pedras…”.

Lembrou os ataques perpetrados no passado no Canadá, Bélgica e Austrália e prometeu que o grupo vai continuar a espalhar o terror nesses países: “O que vem aí é pior e mais amargo”, avisou.

O terceiro combatente referiu os EUA, onde – sublinhou – a população “não vai ter segurança até que os muçulmanos vivam em segurança”.

Este vídeo foi difundido após um bombardeamento, esta madrugada, da avião francesa contra o principal reduto do EI na Síria, a cidade de Raqa (nordeste), em resposta a vários atentados terroristas perpetrados em Paris e nos quais morreram pelo menos 129 pessoas e mais de 400 ficaram feridas.

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