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E.U.A.: Lusodescendente é um dos presidentes de câmara mais jovem

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O lusodescendente Jasiel Correia é aos 23 anos o mais novo presidente de Câmara que a cidade de Fall River, no estado norte-americano de Massachusetts, alguma vez teve.

Com origens cabo-verdianas pelo lado do pai e açorianas pelo lado da mãe (Pico da Pedra, São Miguel), Correia foi eleito na semana passada com 52 por cento dos votos, derrotando Sam Sutter, que lutava pela reeleição e apenas conseguiu 48 por cento.

Com cerca de 90 mil habitantes, Fall River é o centro da vida portuguesa em Massachusetts. Segundo os últimos censos, 49 por cento da população da cidade eram portugueses ou luso-americanos, sendo que a grande maioria é oriunda das ilhas dos Açores.

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No centro da cidade, existe mesmo uma réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada. As celebrações do Espírito Santo acolhem todos os verões dezenas de milhares de pessoas.
O voto destes emigrantes foi essencial para eleger Correia, que ocupava o cargo de conselheiro da cidade desde o início de 2014.

Correia nasceu e foi criado em Fall River, onde também estudou, tendo depois concluído uma licenciatura no Providence College em Ciências Empresariais e Políticas.
Durante a campanha, disse que a sua questão preferida era quando lhe perguntavam se tinha maturidade suficiente para ser presidente.

“Não posso mudar a minha idade. Não posso ser desacreditado apenas pela minha idade. Vou ser o mais energético, o mais otimista presidente de que têm memória recente, se não de sempre”, disse.

Correia é fundador e diretor executivo da SnoOwl, uma aplicação para telemóveis que reúne ‘posts’ das redes sociais sobre empresas.

O jovem diz que vai usar a sua experiência como empresário para falar com outros homens de negócios e revitalizar a economia da cidade.

Mike Aguiar, que lidera uma organização de jovens que luta contra a toxicodependência, um problema muito grave em Fall River, disse que conhece Correia desde que ele tinha 15 anos.

“Este miúdo, quando tinha 15 anos, chegava ao meu escritório com um mapa da cidade e apontava uma seria de coisas que podiam ser feitas. Uma sala cheia de adultos e ele começava a falar sobre o problema das drogas. Sobre o que sentia, sobre o que podia ser feito”, disse Aguiar.

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