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Centro de Incubação prevê criar 240 postos de trabalho com tecnologia espacial

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O Centro de Incubação de Empresas da Agência Espacial Europeia em Portugal, coordenado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), prevê criar 240 postos de trabalho e faturar dez milhões de euros em projetos que trazem para a Terra tecnologia do espaço.

O Centro de Incubação de Empresas da Agência Espacial Europeia em Portugal, que comemora um ano de funcionamento, já tem seis ‘startups’ a desenvolver projetos em torno da tecnologia espacial, prevendo que as cerca de 30 empresas que vão ser apoiadas em cinco anos criem 240 postos de trabalho e angariem capital superior a 6,5 milhões de euros, disse à agência Lusa o Diretor do Departamento de Valorização do Conhecimento e Inovação do IPN, sediado em Coimbra.

Carlos Cerqueira acredita que as 30 empresas incubadas neste centro poderão estar a faturar “dez milhões de euros, ao fim de cinco anos”.

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O objetivo da iniciativa passa por usar tecnologia concebida para o espaço em aplicações na Terra. Para isso, há três possibilidades: “tecnologia da ESA que está protegida sob a forma de patente, tecnologia da própria empresa ou de um grupo de investigadores pensada para usar no espaço e que se quer trazer para a Terra e utilização de dados da ESA”, registados pelos seus satélites, aclarou Carlos Cerqueira.

O centro de incubação, com pólos em Lisboa, Porto e Coimbra, vai apoiar seis empresas por ano, com 50 mil euros de financiamento para a criação de um protótipo que utilize tecnologia usada no espaço.

Para além do apoio financeiro, os três centros envolvidos – IPN, Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e DNA Cascais – prestam durante dois anos o serviço de incubação e apoio técnico na criação de um modelo de negócio a cada empresa, explanou Carlos Cerqueira.

Nas seis empresas que já iniciaram a incubação, há ideias de aplicação do aerogel usado em satélites em “situações de temperaturas elevadas” na terra, como é o caso dos oleodutos, utilização de dados de satélite em drones (aviões não tripulados) para recolha de indicadores mais eficientes para a agricultura ou a utilização da tecnologia dos sensores termoelétricos de nanossatélites para a criação de energia com o movimento, avançou.

“São boas propostas, boas equipas e tecnologia com enorme potencial”, frisou, considerando que todos os projetos “são robustos do ponto de vista do negócio”.

Quatro das seis empresas presentes neste primeiro ano do centro de incubação foram formadas aquando das candidaturas ao projeto, sendo que todas têm de ter menos de quatro anos de vida.

De acordo com Carlos Cerqueira, os 50 mil euros “são apenas um ponto de partida”, visto que a iniciativa procura preparar as empresas para se “tornarem interessantes para os investidores”, não apenas portugueses, mas também estrangeiros, contacto esse facilitado pela rede da ESA.

Hoje, realiza-se em Coimbra, no IPN, pelas 17:00, a apresentação dos resultados do projeto e das primeiras seis empresas que vão ser apoiadas.

Na cerimónia, vão estar presentes representantes da ESA, do IPN, da Agência Nacional de Inovação, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, DNA Cascais e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

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