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Arte das Musas organiza Festival Internacional de Músicas Antigas a Idanha-a-Nova

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O Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas realiza-se em Idanha-a-Nova, de 26 de novembro a 12 de dezembro e conta com músicos distinguidos, no panorama internacional, como Marco Beasley e Guido Morini.

Nesta quarta edição, o festival reúne, em Idanha-a-Nova, músicos maiores do panorama nacional e internacional, da música antiga e de cruzamento, como o tenor italiano Marco Beasley, cofundador, com o cravista e compositor Guido Morini, do Ensemble Accordone.

“Fora do Lugar – Festival Internacional de Músicas Antigas é hoje um dos projetos culturais mais relevantes na área da música na região”, explica, em comunicado, o diretor artístico da iniciativa, Filipe Faria, tenor, um dos responsáveis do projeto Arte das Musas e do agrupamento Sete Lágrimas, que fundou com o tenor Sérgio Peixoto.

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Este responsável adianta ainda que o evento põe em diálogo diferentes formas e tempos da música anterior ao Romantismo, e desafia a uma atitude perante as músicas antigas, abordando, de um forma inovadora, os diálogos decorrentes dos conceitos binómios de erudito/popular e antigo/contemporâneo.

O duo Noa, formado por Filipe Faria e Tiago Matias, abre a programação, no dia 26, com uma “masterclass” de música antiga de câmara e uma ação educativa junto do público escolar, em Idanha-a-Nova.

Mo dia seguinte, à noite, com convidados, o duo atua na antiga Sé de Idanha-a-Nova, num concerto de apresentação do seu novo CD, “Língua II”, com o qual realiza, na primeira quinzena deste mês, uma digressão pela Bélgica.

No dia seguinte, em Oledo, na junta de freguesia local, os Caravana – Eva Parmenter, Miguel Gelpi, Ricardo Brito e Baltazar Molina – animam um baile de danças tradicionais.

No dia 04 de dezembro, na capela românica de S. Pedro de Vir-a-Corsa, em Monsanto, atuam Ilaria Fantin e Katerina Ghannudi, que apresentam “Ecos do Mediterrâneo” e, um dia depois, em Idanha-a-Nova, um programa dedicado ao repertório de alaúde e harpa, na Itália do século XVII.

Também no dia 05, Emilio Villaba propõe “A viagem de Hasday”, um concerto de músico hispano-judaica medieval, numa celebração dos 1100 anos do nascimento em Jaen, no sul de Espanha, do médico e mecenas judeu Hasday Ibn Shaprut.

Villaba, que toca vários instrumentos como alaúde e viola medievais, é acompanhado por Sara Marina, também multi-instrumentista.

Dia 11 de dezembro, Pedro Jóia atua com o Quarteto Arabesco, no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, apresentando “Paixão Ibérica”, um recital que inclui peças de Luigi Boccherini, Carlos Paredes e Paco de Lucía.

O músico, que já recebeu um Prémio Carlos Paredes, atuou no ano passado em Andorra e em Barcelona, com este quarteto.

No dia 12 de dezembro, na antiga sé de Idanha-a-Nova, o cantor, declamador e musicólogo italiano Marco Beasley, apresenta “O conto da meia-noite”, que combina música antiga e peças tradicionais, que remontam ao século XIV.

A par da programação principal, o Fora do Lugar promove ainda um conjunto alargado de atividades paralelas que, nesta edição, conta com seis atividades de serviço educativo para escolas, uma “masterclass” para alunos de música, quatro oficinas, quatro atividades de natureza e uma experiência gastronómica para todos.

As oficinas dirigidas ao público em geral, são conduzidas pelos músicos do festival, promovendo uma proximidade invulgar entre músicos e público.

A programação do Festival inclui ainda um conjunto de oficinas, nomeadamente de alaúde e harpa do século XVII, danças tradicionais europeias, e instrumentos ‘al-andaluzes’ que desapareceram da prática musical, e concertos comentados como o que realiza Pedro Jóia com o Quarteto Arabesco, no dia 12 de dezembro, às 10:30, no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova.

Filipe Faria sublinha que 2015 marca, igualmente, mais uma etapa no caminho da validação deste esforço e do reconhecimento das valências e dinamismo culturais de Idanha-a-Nova, com a candidatura à Rede das Cidades Criativas da UNESCO, precisamente na categoria da música.

“Neste contexto, onde tradição e modernidade convivem e dialogam em permanência entre si, o contributo do Fora do Lugar afigura-se decisivo. Sobre as terras de Idanha recaem não apenas as expectativas das suas gentes, mas as de todos aqueles que, neste e noutros projectos, reveem o tremendo potencial do mundo rural português”, adiantou.

O festival é produzido pela Arte das Musas em parceria com a Câmara de Idanha-a-Nova e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e da Direção-Geral das Artes, entre outras entidades.

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