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Alqueva poderá regar mais 45 mil hectares num investimento de 150ME

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A área de regadio do Alqueva poderá aumentar para beneficiar mais 45 mil hectares, além dos 120 mil previstos, num investimento de 150 milhões de euros, disse hoje à agência Lusa o presidente da empresa gestora.

Segundo o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), José Pedro Salema, a área de regadio poderá aumentar 27% e beneficiar mais 45 mil hectares, ou seja, passar dos 120 mil hectares, previstos no projeto inicial, para 165 mil hectares.

“Temos a certeza que conseguimos regar mais do que os 120 mil hectares, ou seja, conseguimos regar 170 mil hectares, com a água que retiramos do sistema Alqueva/Pedrogão”, assegurou.

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Por isso, a EDIA está “a estudar as zonas que estão perto dos sítios onde o sistema tem capacidade para distribuir mais água e não têm constrangimentos do ponto de vista ambiental e podem ser efetivamente beneficiadas pelo regadio do Alqueva”, explicou.

O eventual aumento de 45 mil hectares da área de regadio deverá abranger 10 zonas nos distritos de Beja e Évora e “à volta da mancha dos 120 mil hectares” previstos no projeto inicial de rega do Alqueva, que ficarão concluídos até ao final deste ano e estarão operacionais na campanha de rega de 2016.

Das 10 zonas, cinco estão em fase de projeto de execução, ou seja, projetistas estão a estudar as soluções para a água do Alqueva lá chegar, e outras cinco estão em fase de estudo prévio.

As cinco zonas em fase de projeto de execução estão situadas nos concelhos de Évora, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo, no distrito de Évora, e em Póvoa de São Miguel/Amarela/Moura, no concelho de Moura, e em Cuba/Odivelas, no concelho de Cuba, no distrito de Beja.

As cinco zonas em fase de estudo prévio situam-se em Cabeça Gorda, no concelho de Beja, Vila Nova de São Bento, no concelho de Serpa, Marmelar e Vidigueira, no concelho de Vidigueira, no distrito de Beja, e Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz, e Lucefécit, no concelho de Alandroal, no distrito de Évora.

Para as obras poderem avançar e a área de regadio do Alqueva aumentar, “falta um pormenor importante, que é o financiamento”, disse José Pedro Salema, referindo que a EDIA “já tem uma estimativa do investimento necessário, que é de 150 milhões de euros para os 45 mil hectares, mas não tem nenhuma garantia de financiamento”.

“Precisamos de autorização, que deverá ser simples e automática, porque há viabilidade técnica e água disponível e não há restrições ambientais, mas ficamos com o problema do financiamento”, porque “não temos uma linha dedicada às obras no Alqueva como tivemos no passado”, através do Programa de Desenvolvimento Rural, disse.

Segundo José Pedro Salema, “na perspetiva da EDIA, estes projetos fazem todo o sentido, porque vão permitir ganhar economia de escala muito importante para a sustentabilidade da operação do projeto Alqueva” e que a empresa distribua mais água, tenha mais clientes, aumente o volume de receitas e dilua custos fixos.

“Estou completamente convencido da bondade e da viabilidade económica destes projetos, porque pagam-se muito rapidamente, ou seja, o acréscimo de riqueza que são capazes de gerar para o país é suficiente para se pagarem em muito poucos anos”, frisou.

Segundo José Pedro Salema, os volumes de água distribuídos pelo sistema de rega do Alqueva aos clientes “não chegam aos volumes de projeto”, ou seja, “o sistema está preparado para distribuir cerca de seis mil metros cúbicos por hectare, mas só está a distribuir cerca de metade, está a sobrar água, dito de uma forma muito simplista”.

Como há disponibilidade de água, “temos vindo há alguns anos a tentar esticar a zona de influência do regadio do Alqueva para regar mais áreas”, através de captações diretas e regantes precários e “já temos alguns milhares de hectares nestas situações”, explicou.

“Agora estamos a equacionar tornar estas zonas de expansão em áreas definitivas de abastecimento do projeto, porque vamos ter no futuro disponibilidade de água para as regar sem pôr em causa a garantia de fornecimento a todo o projeto”, frisou.

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