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Venda de jogadores garante lucro de 19,352 ME à SAD do FC Porto na época 2014/2015

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A SAD do FC Porto anunciou hoje um lucro de 19,352 milhões de euros na época 2014/2015, recuperando do prejuízo de 40,701 milhões graças às “mais-valias recorde” de 82,5 milhões com venda de futebolistas.

Em conferência de imprensa no Porto, o administrador da SAD (Sociedade Anónima Desportiva) portista Fernando Gomes destacou o “resultado líquido sólido” obtido na época passada, embora admitindo que, “se retirada mais-valia da venda de jogadores, o clube teria um prejuízo financeiro” de 16,745 milhões de euros.

Isto porque na época 2014/2015 os custos operacionais da SAD, excluindo os custos com passes de jogadores, somaram 110,334 milhões de euros (contra 95,175 milhões no exercício anterior), enquanto os proveitos operacionais comparáveis se ficaram pelos 93,589 milhões de euros (72,613 milhões no exercício anterior).

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“O FC Porto como empresa seria inviável, teria que se reestruturar e reduzir custos, mas os proveitos resultantes das vendas de passes [que não incluem os 26 milhões de euros da transferência de Alex Sandro para a Juventus, realizada após o fecho do exercício] e das provas da UEFA [36,17 milhões de euros em 2014/2015, contra 9,552 milhões na época anterior] contam decisivamente para os bons resultados que hoje apresentamos”, afirmou Fernando Gomes.

No que se refere ao ‘cash flow’ (fluxo de caixa) operacional (EBTIDA), disse, passou de uma “situação de tremenda debilidade” em 2013/2014 (1,817 milhões de euros) para uma “situação de boa liquidez” em 2014/2015, ao aumentar para 69,162 milhões euros.

De acordo com o administrador para a área financeira, também ao nível dos capitais próprios a FC Porto SAD passou de uma situação “debilitadíssima por deficiências na estruturação da empresa” para um “balanço sólido que representa uma boa imagem em qualquer parte do mundo”.

“No ano passado tínhamos 33 milhões de euros de capital próprio negativo, que passou para 83 milhões de euros positivos. Hoje temos uma empresa sólida que é respeitada nos mercados internacionais e que anteriormente apresentava uma fragilidade que não correspondia à sua verdadeira estrutura”, afirmou.

Este aumento do capital próprio resultou da integração no perímetro de consolidação da FC Porto SAD da EuroAntas, cuja sociedade principal atividade é a exploração do Estádio do Dragão e que teve “um impacto muito significativo na situação patrimonial” da empresa.

Neste contexto, sublinhou, os responsáveis portistas estão hoje “absolutamente tranquilos com a situação financeira” da SAD, que consideram ser “invejável no mundo do futebol, sobretudo nacional”, e encaram “tranquilamente o exercício em curso”.

“Uma má situação financeira traz constrangimentos ao desenvolvimento desportivo do clube. Períodos de maus resultados financeiros estão normalmente próximos de maus resultados desportivos, por isso isto vem-nos tranquilizar” porque “passamos a ter possibilidade, do ponto de vista desportivo, de realizar tudo sem constrangimento adicional”, disse.

É que, disse, “depois da vinda da ‘troika’, as dificuldades ao financiamento do futebol passaram a ser tremendas” em Portugal, pelo que “a atividade financeira dos clubes estaria em risco acrescido” se dependesse exclusivamente da banca nacional.

“Hoje, o volume de financiamento do clube é maior lá fora do que em Portugal e não temos tido nenhuma dificuldade em conseguir financiamento”, congratulou-se Fernando Gomes, justificando assim o “grande investimento que tem vindo a ser feito nos últimos tempos na equipa A” do FC Porto e o aumento em 20 milhões de euros nos custos com salários.

Fernando Gomes diz que “não saiu o super Euromilhões dos clubes ao FC Porto” e que o atual panorama é resultado da sua “boa estrutura financeira”, acrescentou.

Relativamente ao projeto de financiamento da construção do Estádio do Dragão, Fernando Gomes assegurou que “tem sido rigorosamente cumprido”: “o FC Porto foi o único que não renegociou o financiamento do projeto”, salientou, faltando liquidar 14 dos 125 milhões de euros envolvidos.

Na sequência da aquisição das ações da Somague pelo FC do Porto e do aumento de capital social da SAD em 37,5 milhões de euros, integralmente subscrito pelo clube, o FC Porto detém atualmente cerca de 75% daquela sociedade, cujo capital ascende aos 112,5 milhões de euros.

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