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Tribunal da Feira julga processo de banco burlado

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O tribunal da Feira vai começar a julgar em março cinco arguidos, suspeitos de terem burlado o Banco BES, obtendo crédito à habitação através de documentos falsos de um casal de toxicodependentes.
O processo, que remonta a fevereiro de 2007, resultou de uma denúncia do próprio banco que acusou um casal de ter lesado a instituição, em mais de 265 mil euros.
Entre os arguidos, com idades entre os 39 e 58 anos, está a proprietária de uma imobiliária que, juntamente com outros dois indivíduos, terá convencido o casal de toxicodependentes a pedir financiamento para a compra de uma moradia, em Vila Nova de Gaia.
Segundo a acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), os pretensos compradores comprometeram-se a fornecer os documentos de identificação e a assinar toda a documentação que lhes foi apresentada, a troco de dinheiro para a compra de droga Os principais arguidos procederam depois à abertura de uma conta bancária em nome do casal de toxicodependentes e à contratação de um crédito à habitação no valor de 225 mil euros e de um crédito complementar de idêntico valor, num total de 450 mil euros.
O MP diz que no esquema foram utilizadas cópias de declaração de rendimentos e recibos de vencimentos forjados, comprovativos de um nível de rendimentos que o casal de toxicodependentes, na verdade, não tinha.
A dependência do BES em Santa Maria da Feira aprovou o empréstimo dos 450 mil euros. Desta verba, 225 mil euros foram para o dono do apartamento vendido, e o restante terá sido distribuído pelos três principais arguidos.
Após a celebração da escritura de compra e venda e de empréstimo com hipoteca, o BES tentou entrar em contacto com os clientes mutuários sem sucesso, verificando que nenhuma das informações prestadas por aqueles correspondia à verdade. Posteriormente, o banco conseguiu recuperar o equivalente a 225 mil euros, recebendo do casal de toxicodependentes a moradia a título de dação, em cumprimento pela dívida do contrato de mútuo.
Os arguidos estão acusados de um crime de burla qualificada e outro de falsificação de documento.

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