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Santa Maria da Feira: Rede viária será prioridade do orçamento para 2016

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O presidente da Câmara Municipal da Feira declarou hoje que a rede viária do concelho é a grande prioridade da autarquia para 2016, absorvendo quase 10% dos 60 milhões de euros do orçamento para o próximo ano.

Em declarações à comunicação social, Emídio Sousa declarou esta tarde: “A nossa grande prioridade é a requalificação da rede viária, em que teremos concentrado um investimento de cerca de cinco milhões de euros”.

Essa é a estimativa mínima para a despesa com as estradas locais, já que o autarca espera que o investimento nessa área possa aumentar até aos oito milhões de euros com a entrada de verbas comunitárias, “dependendo muito do PEDU [Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano]”.

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O autarca realça que a estratégia ao nível das acessibilidades é para prolongar até 2020.

“Nos próximos quatro a cinco anos vamos direcionar para o investimento na rede viária grande parte dos fundos que conseguirmos obter e libertar”, explica.

Já a segunda área em destaque no orçamento do município da Feira “vai continuar a ser o desenvolvimento económico e o emprego”, para o que o presidente da Câmara anuncia ações internacionais de diplomacia económica, “promovendo missões empresariais ao estrangeiro e recebendo investidores externos no território”.

O Europarque, especificamente, deverá absorver cerca de 300.000 euros em obras de requalificação como a recuperação de fachadas e a adaptação energética do edifício.

“[Em 2016] Queremos atingir os 500.000 euros em acordos anuais e isso será suficiente para a manutenção corrente [desse equipamento], mas vamos gastar praticamente tudo o que seja receita nestas primeiras obras”, diz Emídio Sousa.

Ainda ao nível económico, o autarca remete para o trimestre inicial de 2016 a instalação das primeiras empresas no PERM – Parque Empresarial de Recuperação de Materiais e também “o arranque efetivo das obras de infraestruturação do Feira Park, onde já foram adquiridos espaços significativos para unidades industriais”.

O autarca acredita que “vai haver um fortíssimo incremento do emprego” a nível local, ao que atribui repercussões noutros domínios da comunidade. “É que a melhor ação social que podemos realizar é conseguir que as pessoas tenham o seu emprego, para fazerem o que quiserem com o seu dinheiro e conduzirem a sua vida”, justifica.

Emídio Sousa referiu-se ainda ao investimento no universo desportivo, ao revelar que os campos sintéticos existentes no concelho “vão passar de três para 16” e que no próximo ano deverão ser concluídos dois novos pavilhões nas freguesias de S. João de Ver e Mozelos.

O orçamento de 60 milhões de euros da Câmara da Feira para 2016 envolve uma redução de 4,2 milhões em relação a 2015, o que o Executivo atribui à “clara diminuição dos fluxos de fundos comunitários, assim como ao impacto do período de transição para o novo quadro comunitário de apoio”.

A aprovação de taxas especiais do Imposto Municipal sobre Imóveis para famílias com filhos também representará uma quebra de receita na ordem dos 200.000 euros.

 

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