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Rui Moreira destaca “coesão invulgar” com PS em dois anos na Câmara do Porto

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O presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, destacou hoje a “coesão invulgar” e a “estratégia que tem trazido frutos” da maioria alcançada com o PS para gerir a autarquia.

Num balanço de dois anos de mandato, que hoje se assinalam e a que a Lusa teve acesso, Rui Moreira, afirma que a sua lista independente e os socialistas conseguiram pôr “as diferenças de parte” e que isso “nota-se muito na forma como a cidade vive e respira”.

“Acho que conseguimos fechar algumas das trincheiras que havia na cidade. Creio que as pessoas olham para a cidade com outros olhos. Esta transformação sociológica é talvez a marca mais significativa destes dois anos”, afirma o autarca, num vídeo que vai ser disponibilizado durante esta madrugada no ‘site’ do município.

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Na entrevista, que marca a passagem de dois anos sobre a sua tomada de posse, Rui Moreira destaca ainda o empenho da autarquia na coesão social, no sucesso da política cultural, nas “óptimas contas” e defende que o Estado tem “de devolver competências aos municípios”.

“Mais do que ter recursos, é importante perceber que os autarcas foram eleitos para pôr em prática um determinado projeto. Por exemplo, no caso da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto e das Àguas, os nossos projetos foram ultrapassados por decisões tomadas em Lisboa. Isto é um problema de regime que vai ter de ser resolvido”, observa.

Rui Moreira admite que alguns concursos públicos lançados pela Câmara do Porto “não têm corrido” como o pretendido.

“O [concurso para o pavilhão] é um processo que vamos ter de resolver. Gostava que o [Mercado do] Bolhão e o [Pavilhão] Rosa Mota pudessem andar mais depressa. Há muitas coisas para fazer, mas não podemos olhar para elas com uma atitude derrotista”, reconheceu.

Rui Moreira afirma esperar ter o processo do Mercado do Bolhão concluido “nos próximos meses”, para “depois deitar mãos à obra”.

Relativamente à cultura, o presidente da Câmara saúdou a reabertura do Teatro Rivoli e a passagem de espétaculos por “locais improváveis”.

“Temos público e temos conseguido acabar com alguns mitos, nomeadamente no que diz respeito à arte urbana. Isso tem um impacto óbvio na economia, mas também na coesão, no sentimento de pertença e de orgulho pela cidade”, descreve.

Quanto à Campanhã, a freguesia escolhida pelo autarca como “prioritária”, Moreira alerta para a importância do futuro terminal intermodal, a construir na zona da estação.

“É importante para os transportes, mas também para a zona de Campanhã. Temos também a ambição de atraír investimento e temos conseguido. Campanhã pode finalmente passar a ser uma quadrícula da cidade plenamente integrada”, explicou.

Para Rui Moreira, o Fundo de Emergência Social, de apoio aos mais desfavorecidos, é “uma marca que fica para o mandato”.

“O Estado deixou de investir na habitação social e isso coloca uma enorme pressão nas finanças dos municípios. Mas temos conseguido encontrar recursos suficientes para fazer face a esse problema gritante que é as pessoas garantirem a sua sobrevivência”, disse.

O autarca divulga também que o Tribunal de Contas “finalmente aprovou” o contrato que permite transferir as instalações desportivas do Inatel para a Câmara do Porto.

“Vamos entrar em obra”, conclui.

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