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Redes sociais mantêm laços de emigrantes de Monção com terra natal

Por LUSA

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Em declarações hoje à agência Lusa, Edite Felgueiras explicou que a página “Monçanenses pelo Mundo”, criada no Facebook, pretende ainda “contar as histórias de quem emigrou a quem, como eles, está fora do país, e se identifica com os testemunhos”.

“Sendo uma vila pequena, no norte do país, conseguimos chegar aos quatro cantos do mundo e superar dificuldades para atingir os objetivos pessoais ou profissionais”, explica à Lusa, referindo que a nova vaga de emigrantes “é muito diferente da que partiu nas décadas de 60 e 70, e da qual o meu pai fez parte”.

Com 31 anos de idade, natural de Monção, Edite também já foi emigrante, mas atualmente trabalha em Braga.

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Técnica de ‘marketing’ adiantou que o projeto não pretende ser “nenhum estudo antropológico, mas uma pequena amostra da fuga de cérebros que está a acontecer e que vai deixar marcas”.

“Durante a licenciatura fiz Erasmus na Polónia. A experiência foi enriquecedora e ficou a vontade de repetir” disse.

Dois anos depois de começar a trabalhar em Portugal decidiu “que estava na hora de voltar a agarrar na mochila e partir”, para um novo desfio profissional.

Rumou a Madrid, na Espanha, país onde, influenciada pela série televisiva Españoles en el Mundo, nasceu a ideia daquela página.

“Pensei que seria giro saber por onde andam os Monçanenses. O meu pai foi emigrante durante 40 anos em França,e por isso, sempre convivi com a questão. Serão poucas as pessoas em Monção, senão nenhuma, que não tenham um familiar ou pessoa próxima a viver fora do país. É uma vila raiana onde a emigração sempre marcou presença”, disse.

“Assistimos a uma nova vaga de emigrantes, e com a ajuda das redes sociais é agora muito mais fácil e economicamente viável colocar o projeto em prática e chegar facilmente às pessoas”, afirmou.

A página foi intencionalmente criada no passado dia 01 de agosto, “mês em que muitos emigrantes regressam a casa para férias”.

Se no início as histórias lhe chegavam “através de amigos que estavam fora”, publicadas as primeiras entrevistas “passaram a ser os próprios emigrantes ou familiares” a deixarem sugestões e contactos.

“O feedback tem sido muito positivo. É engraçado ver como as pessoas reagem quando leem, pela primeira vez, a sua história de emigração. Já houve quem se emocionasse ao rever os sacrifícios porque passou”.

Além de casos de sucesso, Edite faz também publicações que interessam a quem procura nova oportunidade de emprego fora do país, ou informações sobre processos legalização.

“Recebi uma mensagem de uma pessoa que tinha acabado de chegar a França e que queria saber de ofertas de emprego. Percebi que podia fazer mais. Por um lado, divulgar oportunidades de emprego cá e lá fora, e por outro, dar informações sobre a legalização, procura de alojamento e cultura”, sustentou.

Apesar de considerar que Portugal “é um bom país para se viver”, admitiu que as oportunidades profissionais “não abundam, e as que existem não trazem com elas as condições salariais que gostaríamos”.

“Infelizmente o estrangeiro parece ser a única lufada de ar fresco”, frisou.

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