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Porto recebe no domingo nove horas de concertos para apoiar refugiados

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O Hard Club, no Porto, recebe no domingo 25 concertos ao longo de nove horas, num evento que pretende sensibilizar a opinião pública e angariar fundos para apoiar o acolhimento de refugiados em Portugal.

Em comunicado, a editora discográfica Sister Ray, organizadora da iniciativa designada “bomPorto”, adianta que o “Concerto pelos Refugiados” se realiza entre as 16:00 e as 01:00 e vai acolher artistas como Ana Deus, Alex FX, Blind Zero, Carbon com emmy Curl, Peixe e Manuel Molarinho, Carla Starla, Desligado, Eat Bear, Fat Cap, Ghosts of Port Royal, H2O, Helena Sarmento, José Valente ou Kiko & the Jazz Refugees.

A entrada nas salas 1 e 2 do Hard Club é permitida mediante o pagamento de um mínimo de 10 euros e as receitas de bilheteira revertem, na íntegra, para o Conselho Português para os Refugiados, que apoia o evento, refere a organização.

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No palco vão estar “25 projetos musicais dos mais variados géneros, do Jazz ao Experimental, do Fado à Música Africana, da Eletrónica ao Drum’n’Bass, do Folk ao Soul, do Rock ao Pop, ao Rap e Hip Hop”, ao longo de “nove horas ininterruptas de concertos”.

Malcontent, Marquês Jam Trio, Mundo Secreto, O Incrível Homem Bomba, Olavo Lüpia, Old Jerusalem, Our New Lie, Peter De Cuyper, Plax Vaz & Kriol’Art, Rated With An X, The Weatherman e The Wild Booze são outros dos nomes que se apresentam “contra o racismo e contra a xenofobia, pela compreensão, pela generosidade e pela fraternidade sem distinções”.

“Além da música, o bomPorto conta também com uma componente visual de Vjing em liveact pelo internacionalmente premiado Pixel Bitch, com a venda solidária de obras da artista plástica Manuela São Simão e ainda com intervenções de Pedro Chagas Freitas, Ricardo Alexandre e Rui Spranger”, acrescentam os organizadores do evento.

O evento é justificado com a “tradição humanista, de tolerância e auxílio” do Porto.

“As suas pessoas não são de ficar indiferentes perante a crueldade, não são de ficar caladas acompanhando o silêncio das manadas. Por isso, mulheres e homens de Arte, Letras e de Música vão dar o seu contributo para que a tragédia não seja esquecida, para que se faça pelos outros o que gostaríamos que os outros fizessem por nós, e para que a ignorância não se repita”, descreve a organização.

As portas do Hard Club abrem às 15:30 de domingo e as pulseiras que dão acesso ao evento estão à venda a partir de terça-feira, na bilheteira daquela sala de espetáculos, entre as 17:00 e as 20:00.

A iniciativa conta com o apoio do Conselho Português para os Refugiados, da Câmara do Porto e da empresa municipal PortoLazer.

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