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Palestinianos atearam fogo ao túmulo de José em Nablus

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Jerusalém, 16 out (Lusa) – Um grupo de palestinianos ateou fogo ao Túmulo de José, na cidade de Nablus, no norte do território palestiniano ocupado da Cisjordânia, revelou hoje o exército israelita.

“Ao longo da noite, dezenas de palestinianos atearam fogo ao Túmulo de José, em Nablus. Forças palestinianas chegaram ao local, extinguiram as chamas e dispersaram os incendiários. O exército israelita fará as reparações necessárias para permitir aos fiéis visitarem o lugar sagrado”, refere um comunicado militar.

O porta-voz do exército, Peter Lerner, acrescentou que “a queima e a profanação do Túmulo de José, esta noite, é uma flagrante violação e uma contradição do valor básico da liberdade de culto”.

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“As Forças de Defesa de Israel tomarão todas as medidas para levar os autores deste depreciável ato à Justiça, restaurar o lugar para que volte à sua condição prévia e garantir que a liberdade de culto é restabelecida”, na zona, sublinhou o mesmo responsável.

O denominado túmulo do patriarca José é venerado há séculos por cristãos, judeus e muçulmanos.

O exército israelita retirou-se do local no início da Segunda Intifada (em setembro de 2000), que desde então ficou nas mãos da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).

O mausoléu encontra-se na “zona A”, onde a ANP tem pleno controlo administrativo e de segurança, de acordo com a divisão territorial estabelecida nos Acordos de Oslo de 1993.

Contudo, o exército israelita supervisiona em coordenação com a ANP o acesso de fiéis judeus que pretendem orar no local do cenotáfio, onde se venera o bíblico patriarca mencionado no Antigo Testamento, cujas visitas são vistas por muitos palestinianos como provocação.

Segundo o jornal Haaretz, o ataque teve lugar quando centenas de jovens palestinianos se dirigiram para as imediações do complexo e lançaram ‘cocktails molotov’, tendo também entrado para colocar materiais inflamáveis no túmulo.

Trata-se do primeiro incidente violento de um dia em que grupos palestinianos convocaram a “sexta-feira da revolta”, instando a população a manifestar-se e a criar distúrbios”, estando previstos protestos para a Cisjordânia e Faixa de Gaza após a grande oração semanal muçulmana.

A região vive uma onda de violência há 15 dias que já resultou na morte de 33 palestinianos (13 dos quais atacante ou supostos atacantes) e sete israelitas, na cadeia de atentados, na maioria de palestinianos contra israelitas.

A onda de violência em Israel e nos territórios palestinianos nas últimas duas semanas tem feito aumentar o receio de um terceiro levantamento popular palestiniano, depois dos de 1987-1993 e 2000-2005, que causaram milhares de mortos.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje de emergência para discutir o aumento da violência em Israel e nos territórios palestinianos ocupados, a partir das 11:00 (16:00 em Lisboa).

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