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Obama e Erdogan defendem aumento da pressão militar contra Estado Islâmico

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O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, falaram, esta quinta-feira, ao telefone, coincidindo na necessidade de intensificar a pressão militar sobre o autoproclamado grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

A Casa Branca informou da conversa telefónica através de um comunicado, indicando que Obama e Erdogan também falaram sobre um aprofundamento da cooperação entre os Estados Unidos da América e a Turquia na luta contra os ‘jihadistas’ e da vontade de “fortalecer” a oposição “moderada” no combate contra o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

O objetivo partilhado por Washington e Ancara – de acordo com a presidência norte-americana – é “criar as condições para uma solução negociada para o conflito, incluindo uma transição política”.

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Obama também reiterou as suas condolências ao seu homólogo turco pelo duplo atentado que, no passado fim de semana, causou 99 mortos e meio milhar de feridos em Ancara, segundo os dados oficiais mais recentes.

Além disso, os dois líderes estiveram de acordo quanto à necessidade de colocar um ponto final aos ataques do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na Turquia e realçaram o “momento positivo” que se vive relativamente a uma solução para o conflito entre gregos e turcos no Chipre.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse existir uma “alta probabilidade” de envolvimento do ilegalizado PKK no atentado em Ancara, o mais grave da história da Turquia, além do EI.

As declarações de Davutoglu suscitaram reações de reprovação, por o PKK e os grupos ‘jihadistas’ que atuam no sudeste do país serem inimigos, com as duas partes a protagonizarem em 2014 confrontos em que morreram dezenas de pessoas.

Na Síria, as milícias curdas, vinculadas ao PKK e ao EI, também são inimigos e combatem-se mutuamente.

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