Início Culturas Música Músico catalão Jordi Savall recebe segunda-feira o Prémio Helena Vaz da Silva

Músico catalão Jordi Savall recebe segunda-feira o Prémio Helena Vaz da Silva

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Lisboa, 09 out (Lusa) – O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural é entregue segunda-feira, em Lisboa, ao músico e maestro Jordi Savall, e as respetivas menções honrosas, aos jornalistas Adrian Lloyd Hughes e Rafael Fraguas.

A cerimónia, na Fundação Calouste Gulbenkian, está marcada para as 18:30 da próxima segunda-feira e conta com a participação de Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura (CNC), que promove o galardão, no âmbito dos prémios Europa Nostra, e de Dinis de Abreu, presidente do Clube Português de Imprensa.

Na ocasião será lida uma mensagem do tenor e maestro Placido Domingo, presidente da organização não-governamental Europa Nostra.

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O prémio homenageia o “excecional artista e humanista [Jordi Savall] pelo seu contributo para a celebração da história multicultural da Europa, através do seu rico património musical”, afirma em comunicado o CNC.

Com mais de 50 anos de carreira, o maestro, intérprete de viola da gamba e musicólogo espanhol Jordi Savall, de 73 anos, “tornou-se o principal divulgador da música antiga a nível mundial”, sustenta o CNC.

Nascido em Igualada, na região de Barcelona, na Catalunha, gravou mais de 230 álbuns, “abrangendo repertórios do período medieval, renascentista, barroco e clássico, com especial destaque para a música hispânica e mediterrânica”.

Com a meio-soprano Monserrat Figueras, com quem se casou em 1968, e que morreu em 2011, o maestro catalão estabeleceu a Fundação Centro Internacional de Música Antiga, que integra diversos conjuntos: o instrumental Hespèrion XX e XXI (1974 e 2000), o vocal La Capella Reial de Catalunya (1987) e a orquestra Concerto das Nações, de música barroca, tocada com instrumentos originais (1989).

Ao jornalista dinamarquês Adrian Lloyd Hughes foi atribuída uma das menções especiais, “pela sua notável contribuição para a divulgação da arte europeia e respetiva influência no património cultural dinamarquês”, realçou o CNC.

“Nos últimos 30 anos trabalhou para os principais canais públicos de televisão e rádio e tornou-se uma figura pública proeminente, assumindo o papel de guia cultural do grande público na Dinamarca”, acrescentou a mesma fonte.

A outra menção foi atribuída ao jornalista espanhol Rafael Fraguas, “pelos muitos anos dedicados a promover os valores do património cultural e natural através dos ‘media’, sobretudo dos seus artigos no jornal diário El País”, nos quais chama a atenção para o património ameaçado, “encorajando a sua salvaguarda”, segundo o CNC.

O júri, ao qual presidiu Oliveira Martins, salientou, por seu turno, que, “durante a sua distinta carreira de jornalista, Rafael Fraguas conseguiu o equilíbrio entre o imediatismo do relato noticioso e a dimensão histórica e o significado a longo prazo do nosso legado cultural”.

Nas edições anteriores, os distinguidos com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, foram os escritores Claudio Magris, em 2013, e Orhan Pamuk, em 2014.

No domingo, um dia antes da entrega do prémio, Jordi Savall atua no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com o agrupamento Hèsperion XXI, num concerto dedicado à música europeia dos anos de 1500 a 1700.

O programa vai das danças do renascimento veneziano, a diferentes expressões do Barroco (Península Ibérica, Alemanha, França, Inglaterra), sem esquecer a música da corte isabelina nem danças, tentos e variações de Espanha e Portugal.

Para este concerto, particularmente centrado na música para viola da gamba, Jordi Savall reúne solistas como Philippe Pierlot, Lorenz Duftschmid e Sergiu Casademu, também musicólogos e regentes, além de Xavier Puertas, que interpreta violone, Enrike Solinís, em órgão e cravo, Michael Behringer, em tiorba e guitarra, e o veterano Pedro Estevan, em percussão.

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