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Mostra sobre Amadeo de Souza-Cardoso em Paris vai ter documentário de lusodescendente

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Paris, 13 out (Lusa) – O realizador Christophe Fonseca está a preparar um filme sobre Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), que vai ser o documentário oficial da retrospetiva sobre o pintor, a realizar no Grand Palais, em Paris, em 2016.

O filme vai ser exibido na exposição e vai ser difundido na televisão francesa, devendo depois chegar a 280 países através da rede France Télevisions, disse à Lusa o realizador de 38 anos.

Após seis meses de preparação, as filmagens vão começar a 22 de outubro, em Portugal, passando por Lisboa, Amarante e Porto, continuando depois em Paris, Nova Iorque, Washington, Chicago e Berlim, num projeto financiado pela rede France Télévisions, pelo organismo público francês Réunion des Musées Nationaux et du Grand Palais des Champs-Élysées, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

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“Há duas narrativas no filme: a primeira é muito biográfica e a segunda é a história das investigações sobre Amadeo. Estas duas narrativas juntas dão a sensação de que estamos a viver uma espécie de inquérito policial ou científico, através da descoberta ou redescoberta do artista”, descreveu Christophe Fonseca à agência Lusa.

A equipa de filmagens vai deslocar-se aos locais que inspiraram e marcaram a curta vida de Amadeo de Souza-Cardoso, desde Amarante a Paris, a cidade onde conviveu com nomes da vanguarda artística do início do século XX, como Modigliani, Brancusi ou o casal Robert e Sonia Delaunay, entre outros.

O realizador pretende ir, ainda, ao encontro de “investigadores do mundo inteiro que estudam e reconhecem o trabalho” de Souza-Cardoso, a começar pela historiadora de arte que vai comissariar a retrospetiva no Grand Palais, Helena de Freitas.

“Estamos a descobrir coisas novas sobre o artista e algumas vão fazer história. Há obras dele que ainda não foram divulgadas. O facto de se mexer no nome do Amadeo para esta exposição está a provocar a descoberta de outras facetas e de elementos novos da obra dele”, continuou Christophe Fonseca.

Associado à exposição, que vai decorrer de abril e julho do próximo ano, “numa das instituições da arte internacional que é o Grand Palais”, o documentário de 52 minutos tem como objetivo “fazer conhecer Amadeo de Souza-Cardoso além-fronteiras” e colmatar “a injustiça que são as poucas linhas escritas sobre ele na história da arte”, continuou.

O filme vai ser produzido pela produtora francesa cofundada por Christophe Fonseca, “Les Films de l’Odyssée”, em co-produção com a Imagina, a produtora da qual também é sócio – ao lado de Ruben Alves, o realizador de “A Gaiola Dourada” – e que, em dezembro, deverá difundir o documentário “Amália – as vozes do fado” associado ao disco editado no verão.

A retrospetiva de Amadeo de Souza-Cardoso no Grand Palais – nas galerias que estão a ser ocupadas atualmente por uma exposição sobre Pablo Picasso e que este ano já exibiram as obras de Velasquez – integra-se no programa dos 50 anos da delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, um aniversário que vai contar, ainda com uma mostra sobre os últimos 50 anos da Arquitetura Portuguesa – “Les universalistes. Architecture portugaise 1965-2015”, na Cité de l’Architecture et du Patrimoine, de abril a agosto.

Em julho de 2013, o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, inaugurou a exposição “Sob o signo de Amadeo. Um século de arte”, no âmbito dos 30 anos da instituição.

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