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Migrações: São Tomé pede na ONU reflexão profunda sobre crise de refugiados

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O chefe da diplomacia de São Tomé e Príncipe pediu hoje à comunidade internacional e à ONU uma reflexão profunda sobre a crise dos refugiados, advertindo que a democracia não deve ser exportada ou imposta.

“As ondas de pessoas de todas as idades que estão a atingir a Europa a partir de zonas de guerra não são migrantes. São refugiados e não está a fugir da pobreza e da fome, aquelas pessoas estão a fugir da morte”, afirmou Manuel Salvador dos Ramos, na 70ª Assembleia-geral da ONU.

Segundo o ministro são-tomense, quando uma mãe põe uma criança numa embarcação precária para fazer uma perigosa viagem através do mar, organizada por criminosos, é porque “considera que é mais seguro do que a terra firme que deixou”.

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“Por isso, devemos seriamente refletir neste episódio e nas lições que nos ensina e ver os sinais destes novos tempos e tirar as nossas conclusões. Devemos abster-nos de promover/exportar a democracia de uma forma exógena e intrometida ou, pior ainda, através da agressão e da violência”, afirmou.

No discurso, Manuel Salvador Ramos condenou também os “hediondos crimes e atrocidades” que o grupo extremista Boko Haram está a cometer na Nigéria e insistiu numa solução pacífica e negociada para o conflito entre israelitas e palestinianos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense considerou também ser imperativo um acordo global sobre as alterações climáticas, referindo-se a cimeira mundial sobre o clima a realizar até ao final do ano em Paris.

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