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María Berasarte afirma-se “cantora ibérica” no novo disco, “Súbita”

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A cantora María Berasarte afirmou que se assume como “cantora ibérica” no novo disco, “Súbita”, a editar na próxima sexta-feira, em que canta temas inéditos assinados por autores como Eugénia de Vasconcelos e Lucas Álvarez Toledo, entre outros.

“O meu canto é muito influenciado pelo fado, mas, neste CD, quis mostrar o meu universo musical mais amplo, sinto-me ibérica”, disse a cantora à Lusa.

Referindo-se ao título do álbum, afirmou: “’Súbita’ pode ser inesperado, na medida em que as pessoas estavam à esperam que eu continuasse a gravar numa linha mais marcado pelo fado, mas sobretudo, este é um disco que define muito bem o meu mundo musical”.

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O álbum é constituído por 13 temas, dois deles cantados em português, “Não és tu” e “Que nome posso ter”, e num, “Palhaço”, murmura apenas a melodia, de autoria do compositor e pianista brasileiro Egberto Gismonti, acompanhada por José Peixoto, à guitarra clássica, Fernando Júdice, no baixo acústico, e Ana Isabel Dias, na harpa.

“Quanto à melodia de Gismonti, quis que a voz fosse um instrumento, e sinto que esta música tem uma alma, uma energia limpa, como quando era criança, queria que este CD tivesse aqui a María criança que queria cantar”, disse a intérprete basca.

Quanto aos temas em português, “Não és tu” é de um dos “muito conhecidos e conceituados autores bascos, Joseba Sarrionadia, um grande escritor, e do respeitado cantautor Mikel Laboa”. “É um tema muito antigo que quis trazer e acrescentar a esta dimensão ibérica”, afirmou Berasarte.

Do alinhamento faz parte o clássico latino-americano “Piensa em mí”, de Agustín Lara, um tema que María Berasarte afirmou querer incluído no álbum e no seu repertório, e dar-lhe a sua própria interpretação.

Outro tema é “Fado de invierno”, com letra e música de Lucas Álvarez de Toledo, “um autor que não conhecia”, afirmou. “Achava que era algo próximo das rancheiras mexicanas”, e que estava entre os papéis da intérprete “há muitos anos, ainda antes do álbum de estreia”.

A cantora estreou-se discograficamente em maio de 2009, com o álbum “Todas las horas son viejas”, no qual gravou 11 fados tradicionais, todos com letras de Tiago Torres da Silva.

À Lusa, a cantora realçou que este CD foi gravado parcialmente em Lisboa, e também em San Sebastián, no País Basco, no nordeste de Espanha, pois queria “sentir” a sua cidade natal.

“Queria que fosse gravado em San Sebastián, além de Portugal, pois queria sentir nele a minha cidade”, disse.

“A este CD dei tudo o que tinha, e foi o que tinha de ser”, disse a cantora que se considera “perfeccionista”.

“Neste disco está a essencialidade, não forcei nada, quis manter um certo ambiente intimista, e só gostava que as pessoas o ouvissem sem etiquetar, pois a abri as portas do meu coração”, rematou.

María Berasarte participou em vários álbuns, fez parte da companhia da bailarina e coreógrafa Mayte Bajo e participou em diversos festivais como o Rock in Rio (Lisboa), com o cantor Javier Rubial, e no Festival de Músicas de Corfu, na Grécia.

No percurso de Berasarte encontram-se igualmente o Festival Costa de Músicas, na ilha espanhola de Lanzarote, nas Canárias, a Bienal de Flamenco de Sevilha, em 2006, e o Festival de Flamenco de Jerez, em 2008, ano em que fez parte do elenco do concerto celebrativo dos 45 anos de carreira de Carlos do Carmo.

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