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Grupo Discantus grava música medieval no dormitório do Mosteiro de Alcobaça

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O grupo francês Discantus inicia, na próxima semana, as gravações do seu novo disco, composto por música medieval, no dormitório do Mosteiro de Alcobaça, disse à Lusa fonte do Festival Cistermúsica.

“O grupo vai gravar durante toda a semana, a partir de segunda-feira, o programa que apresentou em julho último, no âmbito do XXIII Cistermúsica, e que foi constituído, entre outras, por canções de Afonso X”, avô do rei D. Dinis, disse à Lusa o compositor Alexandre Delgado, diretor artístico do Festival.

Segundo Alexandre Delgado, o grupo “ficou encantado com a acústica, que considerou extraordinária”, tendo realçado que o dormitório de Alcobaça é “um exemplar único da arquitetura cisterciense”, em todo o mundo.

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“O dormitório de Alcobaça está tal qual foi construído, sem ter sofrido alterações ou acrescentos”, esclareceu o compositor.

O programa apresentado no Cistermúsica foi constituído por algumas das cantigas de Afonso X, como “Nenbressete Madre de Deus” e “Muito deveria ome sempr’a loar”, e peças litúrgicas do culto mariano, como “Ave regina celorum” e “Serena virginum”.

Alexandre Delgado afirmou à Lusa que “o Discantus é um grupo de referência na cena musical, e a sua diretora, Brigitte Lesne, é uma sumidade mundial”.

O Discantus é formado por Brigitte Lesne (canto, harpa-saltério, chifonie, percussões, sinos de mão e direção musical), Vivabiancaluna Biffi (canto, viola de arco e sinos de mão), Christel Boiron, Hélène Decarpignies, Lucie Jolivet, Catherine Sergent e Caroline Magalhães (canto e sinos de mão).

A gravação resulta de um protocolo firmado entre o grupo francês, o Mosteiro de Alcobaça e a Academia de Música de Alcobaça, que organiza o Cistermusica.

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