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Frederico Morais “pouco convencido” com eliminação da etapa mundial de surf

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Frederico Morais mostrou-se hoje “pouco convencido” com a derrota frente ao norte-americano Brett Simpson nos quartos de final da etapa portuguesa do circuito mundial de surf, em Peniche.

“Estou pouco convencido com a eliminação, mas é assim mesmo, os campeonatos são assim. Dependemos muito do mar e de outras decisões, mas eu sei que fiz o que pude, surfei bem”, afirmou o português aos jornalistas.

‘Kikas’, que saiu derrotado da sua bateria por uma diferença de apenas 0,08 pontos, disse, no entanto, estar satisfeito com a sua prestação.

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“Estou feliz com a minha prestação e com o meu surf. Dei tudo por tudo, lutei até ao fim e é isso que importa”, sustentou.

No final da bateria, depois de anunciada a sua derrota, Frederico Morais foi conversar com os juízes.

“Fui tentar perceber e, pronto, acabam por ser decisões complicadas, com casas decimais, tudo muito perto, mas estamos num ‘world tour’ e não podemos dar margem para erro”, contou.

Frederico Morais esteve praticamente todo o ‘heat’ na dianteira, mas Simpson conseguiu a reviravolta ao surfar uma onda pontuada em 4,37. Na resposta, ‘Kikas’, que precisava de 5,62, parecia ter recuperado, mas a onda acabou por ser avaliada em 5,53.

“O que eu acho que seria justo não interessa muito, porque não sou eu o juíz. Mas eu vi rápido a bateria e não concordo com a decisão. Fui lá acima [à cabine onde estão os juízes] tentar perceber o porquê e falámos e está tudo resolvido”, sublinhou.

Consciente de que “o mar estava mau” e de que lutou até ao fim por um lugar nas meias-finais do Moche Rip Curl Pro Portugal, ‘Kikas’ prometeu “erguer a cabeça e continuar a lutar”.

“O surf que eu mostrei até aqui foi do mais alto nível e isso deixa-me orgulhoso e com a sensação de que dei tudo o que tinha para dar aqui em Peniche”, reforçou.

Após a sua bateria, a prova foi interrompida, com previsão de recomeço às 13:45. Surfar com condições de mar tão adversas é “frustrante” para ‘Kikas’.

“É frustrante, mas a graça do surf é o mar e nós dependemos muito dele. Umas vezes está bom, outras vezes está mau. Desta vez, calhou ser interrompido a seguir ao meu ‘heat’, podia ter sido dois depois ou um antes. Tenho se surfar como estão as condições e foi o que eu fiz. Foi perto, mas não chegou”, lamentou.

A presença portuguesa em Peniche fica agora entregue a Vasco Ribeiro, que irá disputar o acesso às meias-finais frente ao francês Jeremy Flores, nono do mundo, no terceiro ‘heat’.

“Vou estar a torcer por ele. Não sei sequer se fazem a prova hoje, mas se começarem, claro que vou estar aqui a torcer por ele e desejar a maior sorte ao Vasco”, garantiu Frederico Morais.

O surfista de Cascais termina, assim, a etapa de Peniche entre os quintos classificados e reconhece que a sua prestação foi uma boa “rampa de lançamento” para as próximas provas.

“Dá-nos outra motivação, mais confiança. Vamos ver com correm as próximas etapas. Vão ser mares diferentes, competições diferentes? com certeza que dá um grande nível de confiança e agora é tentar manter isso e lutar por um bom resultado, tanto no Brasil, como no Havai”, concluiu.

O período de espera do Moche Rip Curl Pro Portugal decorre até sábado.

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