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Costa pronto para governar com maioria à esquerda

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Manuel de Almeida - Lusa

António Costa defendeu junto de Cavaco Silva que, depois de várias reuniões com as forças políticas de esquerda, estão “criadas as condições para que possa existir por parte do PS uma solução que beneficie de um apoio maioritário na Assembleia da República e que garanta estabilidade política”, acautelando “a vontade inequivocamente expressa pelos portugueses”.

O líder do PS considera ainda que é importante não prolongar no tempo “situações de indefinição e incerteza através de soluções que antecipadamente” se sabe que não têm viabilidade de terem apoio maioritário no parlamento.

António Costa foi o segundo líder partidário a ser recebido pelo Presidente da República no âmbito da ronda de audiência para a indigitação de um primeiro-ministro. Passos Coelho foi o primeiro a ser recebido no Palácio de Belém.

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No final da reunião com Cavaco Silva, António Costa disse aos jornalistas que o PSD não conseguiu formar uma solução maioritária, “como há pouco aqui reconheceu Pedro Passos Coelho”, considerando assim que a coligação “não tem condições para encontrar uma solução maioritária no quadro parlamentar”.

“Não devemos adiar aquilo que é a solução parlamentar que pode beneficiar de uma maioria e assegurar estabilidade”, defendeu António Costa.

Costa considera que cabe ao Presidente da República avaliar qual o melhor caminho a seguir, mas defendeu perante Cavaco Silva que a solução PS com apoio maioritário à esquerda é uma solução “que mais rapidamente assegura estabilidade política”.
“O PS assume as responsabilidades”

Questionado sobre se inviabilizará o Programa de Governo, caso Cavaco Silva indigite a coligação Portugal à Frente para formar governo, António Costa foi menos incisivo na resposta.

Alegou apenas que “o PS assume as suas responsabilidade para servir Portugal garantindo estabilidade”, para acrescentar, no entanto, que irá garantir aos portugueses “que a sua vontade eleitoral será respeitada e cumprida”.

O Presidente da República começou esta terça-feira a ouvir os partidos políticos com representação parlamentar, na sequência das eleições legislativas de 4 de outubro.

A ronda termina na quarta-feira com as audiências das delegações do PCP (10h30), Partido Ecologista “Os Verdes” (11h30) e PAN – Pessoas-Animais-Natureza (12h30).

Nas eleições de 4 de outubro, a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) perdeu a maioria absoluta e obteve 107 mandatos (89 do PSD e 18 do CDS-PP). O PS elegeu 86 deputados, o BE 19, a CDU 17 (dois do PEV e 15 do PCP) e o PAN elegeu um deputado.

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