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Conselho Português assina protocolo para apoiar empregabilidade dos refugiados

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O Conselho Português para os Refugiados quer criar oportunidades de trabalho para os refugiados e aliou-se a uma empresa de recursos humanos para apoiar a empregabilidade dos que vão chegar e daqueles que já vivem em Portugal.

O acordo foi assinado hoje à tarde, no Centro de Acolhimento para as Crianças Refugiadas (CACR), em Lisboa, e, em declarações à agência Lusa, a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR) explicou que se trata de um protocolo inovador.

Nas palavras de Teresa Tito Morais, o CPR vai juntar-se à empresa de gestão de recursos humanos RH Mais na procura de respostas para as necessidades de empregabilidade dos refugiados que virão para Portugal.

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“Através da celebração deste protocolo podemos cooperar estreitamente, quer na divulgação de ofertas de emprego, quer na avaliação e integração de potenciais candidatos que se enquadrem no perfil da função”, adiantou Teresa Tito Morais.

De acordo com a responsável, cabe também à empresa de recursos humanos a formação e sensibilização na procura de emprego, sempre em colaboração com o CPR.

O objetivo principal é “criar oportunidades de trabalho para os refugiados para que eles se integrem com maior facilidade em Portugal e atinjam a sua independência e a sua autossuficiência no mais curto espaço de tempo”, sublinhou Teresa Tito Morais.

Para que este trabalho seja feito, será necessário conhecer antes o perfil e as habilitações de cada um dos refugiados.

Segundo Teresa Tito Morais, este é um trabalho que não tem como destino único os vários refugiados que deverão chegar a Portugal nos próximos tempos, mas também as pessoas que já vivem no país há vários anos e de quem o CPR já conhece as competências que trazem dos seus países de origem.

Explicou que com este protocolo pretende-se criar uma plataforma em que rapidamente não só a empresa de recursos humanos possa satisfazer as suas necessidades de recrutamento, mas também o CPR ter uma bolsa de pessoas que estão à procura de emprego.

“Sobretudo é interessante porque é espalhado pelo país, é um protocolo que vai ter uma intervenção não só em Lisboa, mas em outros distritos do país, onde serão acolhidas estas pessoas”, sublinhou.

Nesse sentido, adiantou que as autarquias também serão uma parte ativa, explicando que o CPR dará formação nas Câmaras Municipais “para que localmente haja equipas que possam averiguar das competências que estas pessoas trazem e que possam depois ser úteis para a seleção e contratação”.

No que diz respeito ao grupo de 30 refugiados que deveria chegar durante a primeira quinzena de outubro, Teresa Tito Morais disse que “alguns aspetos técnicos” atrasaram o processo e que, por isso, estas pessoas só chegarão possivelmente no final do mês.

“Também tive a informação de que em Lampedusa estariam em quarentena porque houve um caso de uma doença infetocontagiosa que exigia alguma precaução”, disse a responsável.

Acrescentou que também ainda não está definido o destino destas pessoas em Portugal, nomeadamente se vão logo para qualquer ponto do território nacional, ou se passam primeiro por um centro em Lisboa que possa fazer uma triagem.

Segundo Teresa Tito Morais, esse processo ainda está em estudo, mas salientou que o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) aconselha a existência de um centro intermédio, onde as pessoas fiquem no máximo duas semanas, por exemplo, antes de serem colocadas nos respetivos distritos e onde possa ser analisada a questão jurídica de cada um dos refugiados.

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