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Câmara de Coimbra aprova parecer prévio para intervenção de 6,5 ME no Mondego

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A Câmara de Coimbra aprovou hoje o parecer prévio para a elaboração do projeto de execução de estabilidade das margens do Mondego entre as pontes de Santa Clara e Açude, que estão em risco de derrocada.

“Os relatórios indicam que há uma degradação acelerada” da margem direita do rio Mondego entre aquelas duas pontes, no centro da cidade, numa extensão de cerca de um quilómetro, havendo mesmo “perigo de derrocada”, disse o presidente do executivo municipal, Manuel Machado.

“Há uma situação de risco”, sublinhou Manuel Machado, que falava durante a reunião do executivo camarário, na tarde de hoje, durante a qual o assunto foi debatido.

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A proposta de elaboração do projeto, que implica um investimento da ordem dos 6,5 milhões de euros (ME) foi votada favoravelmente por dez dos onze membros do executivo – cinco eleitos pelo PS, quatro pela coligação PSD/PPM/MPT, um pela CDU e outro pelo movimento Cidadão por Coimbra (CpC) –, tendo o vereador social-democrata José Belo optado pela abstenção.

Embora tenham votado a favor, reconhecendo a urgência de uma intervenção na margem direita daquele troço do rio, a generalidade dos vereadores da oposição lamentaram que a proposta fosse pouco concreta, designadamente em relação ao enquadramento paisagístico preconizado para esta área da cidade.

“A situação é preocupante” e exige medidas urgentes e a elaboração do projeto é “um degrau importante para o caminho da solução do problema”, que, no entanto, não pode ser encontrada sem ter particular atenção a aspetos como o do “enquadramento paisagístico”, pois trata-se de uma obra que “se faz uma vez na vida”, sustentou Raimundo Mendes da Silva, da bancada do PSD/PPM/MPT.

A Câmara prevê investir cerca de 6,5ME na reabilitação daquele troço da margem direita do Mondego, de acordo com o estudo prévio para a reabilitação e melhoria das condições de segurança do rio, elaborado pelo IPN Labgeo (Laboratório de Geotecnia do Instituto Pedro Nunes) e pelo Departamento de Engenharia Civil da FCTUC (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra).

O projeto “visa ‘devolver’ o rio à cidade, permitindo maior proximidade dos cidadãos ao leito, através da construção de um percurso pedonal ao longo dos 1.120 metros de distância entre [as] pontes” de Santa Clara e Açude.

O percurso em causa permitirá, designadamente, “atividades lúdicas, desportivas e de recreio” e, para permitir o alargamento da zona pedonal, serão eliminadas “as atuais rampas que definiam os antigos cais e rebaixados os muros”, promovendo a aproximação ao plano de água”.

Mas “uma das principais preocupações desta intervenção” relaciona-se com as “condições de segurança do muro” do leito do rio naquela margem, que, para isso, deverá perder a altura nalgumas partes, no sentido de provocar a “redução dos impulsos de terras e melhorando a sua estabilidade”.

O projeto e respetivo investimento deverá ser objeto de candidatura a comparticipação de fundos europeus.

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