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Bienal de São Paulo estreia-se fora do Brasil com exposição em Serralves

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O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, recebe, a partir de hoje, a estreia da Bienal de São Paulo fora do Brasil, um “destilar” do evento com 28 artistas representados.

Na apresentação da exposição “Como (…) coisas que não existem”, criada a partir de obras selecionadas da 31.ª Bienal de São Paulo, que decorreu entre setembro e dezembro de 2014, a diretora do museu, Suzanne Cotter, sublinhou que a abertura da mostra é “uma ocasião quer para Serralves quer para Portugal”.

O curador Charles Esche referiu que se trata de uma exposição “muito diferente da que foi feita no Brasil”, não só pelas dimensões do espaço, mas também pelo facto de a maioria dos trabalhos presentes na bienal terem sido encomendas, o que significava que os próprios curadores na altura desconheciam o resultado, enquanto, para o Porto, já sabiam o que poderiam selecionar e onde os colocar.

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Entre os artistas presentes encontram-se nomes como Éder Oliveira, Vírginia de Medeiros, Juan Carlos Romero, Voluspa Jarpa, Walid Raad ou Yael Bartana.

Em declarações à Lusa, Suzanne Cotter explicou que o museu de Serralves foi contactado pela Fundação Bienal de São Paulo na primavera do ano passado para ver se havia interesse em trabalhar em conjunto de maneira a apresentar uma itinerância do evento.

Cotter viajou para São Paulo no verão do ano passado para discutir a concretização da exposição, tendo sido realçada a importância de Serralves no panorama artístico nacional, mas também europeu, fazendo a Fundação Bienal de São Paulo questão de que a estreia internacional ocorresse em Portugal.

“Para nós faz total sentido. Há muitas razões tangíveis para ser aqui”, disse Cotter, que realçou que também se criam assim condições para atrair visitantes europeus ao Porto que dificilmente iriam ver as obras a São Paulo.

“Como (…) coisas que não existem” vai estar em Serralves até dia 17 de janeiro do próximo ano e inclui várias conferências e simpósios, sobre Educação, “Colonialismo Invertido” e Criminalização da pobreza.

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