Início Mundo Europa As portas giratórias: 1/3 dos comissários de Durão Barroso têm cargos suspeitos

As portas giratórias: 1/3 dos comissários de Durão Barroso têm cargos suspeitos

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Um em cada três (9 de 26) comissários que deixaram os cargos em 2014 passaram pela “porta giratória” com funções em empresas ou organizações com ligações às grandes empresas, levando a temores de uma relação estreita e pouco saudável entre o órgão executivo da UE e os interesses privados, de acordo com um novo relatório do Corporate Europe Observatory.

De acordo com este observatório, há pelo menos oito cargos da responsabilidade de quatro comissários, um deles uma eurodeputada eleita pelo Luxemburgo, que não deveriam ter sido autorizados pela comissão de ética, devido ao risco de conflitos de interesse.

Tratam-se de:

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  • Durão Barroso, o próprio ex-presidente da Comissão Europeia, entre 2004 e 2014, acumula, presentemente, 22 novas funções, desde membro das Conferências de Bilderberg, a professor convidado em universidades como a de Genebra, Princeton e Califórnia, presidente da Fundação para as Crianças da UEFA, ou membro do conselho internacional da Ópera de Madrid.
  • A encabeçar esta lista surge Viviane Reding, ex-comissária para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania e atualmente eurodeputada. Cargo europeu que divide com os conselhos executivos da mineira Nyrstar, da digital Agfa-Gevaert e da Fundação Bertelsmann.
  • Siim Kallas, ex-comissário estónio para os Transportes, é consultor da tecnológica Nortal, enquanto a holandesa Neelie Kroes, antiga comissária para a Agenda Digital, é atualmente consultora do banco norte-americano Merril Lynch.
  • Enquanto isso, outros membros da Comissão Barroso (que movimentou as consequências da crise financeira mundial no final da primeira década de 2000) estão agora na folha de pagamentos do Bank of America Merrill Lynch (Neelie Kroes)
  • Já o ex-comissário belga para o Comércio, Karel De Gucht, da Bélgica, que deu início ao acordo transatlântico, é consultor financeiro em empresas como a CVC Capital Partners e a Merit Capital, além do cargo permanente na Proximus.

Isto, no entanto, não é um problema novo. Em 2011, o Observatório Corporate Europe, LobbyControl, e outros através da Aliança para Lobbying Transparency and Ethics Regulation (ALTER-EU) exigiu melhores regras para combater a ‘porta giratória’ após uma série de escândalos envolvendo comissários anteriores.

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