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Artista canadiano Stan Douglas estreia quarta-feira uma obra com ação em Lisboa

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O artista canadiano Stan Douglas vai estar em Lisboa, no Museu Berardo, para apresentar, na quarta-feira, em estreia mundial, uma instalação de cinema cuja ação está relacionada com a história recente de Portugal.

“The Secret Agent” (“O Agente Secreto”) é o título desta nova peça incluída na exposição dedicada ao artista, denominada “Stan Douglas: Interregnum”, que é inaugurada na quarta-feira, às 19:00, e ficará patente no museu até 14 de fevereiro de 2016.

O enredo de “The Secret Agent”, passado em Lisboa, em 1975, foi desenvolvido a partir de um guião inspirado na novela homónima do escritor britânico Joseph Conrad.

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Na novela, a personagem central é um espião de embaixadas estrangeiras em Londres, e também da polícia inglesa, cuja atividade é infiltrar-se no movimento revolucionário local para dar informações e provocar atos terroristas que justificassem uma repressão mais violenta por parte das autoridades.

A exposição “Interregnum”, comissariada pelo diretor do Museu Berardo, Pedro Lapa, vai ainda mostrar duas obras recentes do artista: “Disco – Angola” e “Luanda – Kinshasa”.

“Disco – Angola” consiste num conjunto de fotografias que reencenam duas ocorrências no mesmo período histórico em diferentes lugares: a emergência da cena disco-sound, em Nova Iorque, enquanto música de fusão multicultural rapidamente mercantilizada, e a independência de Angola, com o início da guerra civil.

A outra instalação – “Luanda – Kinshasa” – consiste numa vídeo projeção de uma hipotética gravação de uma banda musical, em 1972, nos famosos estúdios da Columbia Records, onde o trompetista de jazz Miles Davis gravou muitos dos seus sucessos.

No vídeo, a música de fusão entre o afrobeat e o free jazz, que de facto podia ter ocorrido mas nunca aconteceu, é a tipologia musical.

A própria projeção vídeo, ao alinhar aleatoriamente as diferentes sequências musicais filmadas, vai construindo uma performance sempre variada.

Stan Douglas, 54 anos, tem vindo a mostrar trabalhos em várias exposições internacionais como a Documenta, na Alemanha, e a Bienal de Artes de Veneza.

Na sua obra usa sobretudo instalações, fotografia e conteúdos de televisão, inspirando-se na história da literatura, cinema e música, para fazer crítica social e à predominância da tecnologia.

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