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Areva vai eliminar 2700 postos de trabalho em França

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Depois de ter registado 800 saídas desde o início do ano, a Areva, o especialista do nuclear, vai dispensar mais 2700 pessoas “numa base voluntária”. Ou seja um pouco menos de 10% da sua força de trabalho na França, segundo indica o jornal Le Figaro.

Depois de um prejuízo recorde de 4,8 mil milhões de euros em 2014, a Areva, anunciou na terça-feira à noite que iria cortar 2.700 postos de trabalho em França, até 2017, em linha com o objetivo da supressão de 3000-4000 postos de trabalho anunciada em abril. O grupo disse à AFP que já havia registado 800 saídas desde o início do ano, segundo o plano de cortes da empresa (PSE). A Areva, que emprega 44.000 trabalhadores, dos quais dois terços em França, comprometeu-se a não fazer qualquer despedimento forçado. O plano de garantia de emprego será implantado “sem nunca se desviar dos seus princípios: o recurso ao voluntariado, a preservação das competências industriais e a continuidade do diálogo com trabalhadores e seus representantes”, acrescentou o grupo.

Dois delegados sindicais entrevistados pela AFP, destinatários de documentos oficialmente entregues na terça-feira ao Comité Central da Empresa  (CCE), evocaram, por sua vez, um total de 2550 de postos de trabalho suprimidos dentro de dois anos. Este número “não leva em conta os lugares já deixados e da criação de alguns no futuro”, disse à AFP Philippe Launay (FO). Estas previsões de dispensas, local por local, “continuam a ser analisadas”, porque os documentos têm mais de 800 páginas. Os documentos serão objecto de discussões iniciais durante um Comité central de empresa(CCE) previsto para os dias 3 e 4 de novembro.

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De acordo com a CGT e a FO, cerca de 865 cortes de empregos estão previstos na entidade Areva NP, que inclui a atividade dos reatores, da qual a EDF vai assumir o controlo, e 825 na Areva NC. As restantes dispensas relacionam-se com outras entidades: ABS (550), SET (96), Eurodif (132) e Areva Mines (84). O objetivo é a construção de dois projetos de empresa, garante o grupo: o da “Nouvel Areva”, “reorientada para o ciclo do material nuclear” e o da Areva NP, ” fornecedor de equipamentos, serviços e combustível, incluindo a EDF, para que se torne o acionista maioritário, uma vez a operação validada”.

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