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A moda num quartel pelas peças de Buchinho inspiradas nos videoclips dos anos 80

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Porto. Em Serpa Pinto, um quartel desativado abriu hoje as portas para um dia diferente, com o desfile de Luís Buchinho para a próxima estação quente, apresentação que decorreu no último dia do Portugal Fashion, depois de Nuno Baltazar mostrar a sua coleção numa sala diferente do habitual na Alfândega do Porto.

“A inspiração vai beber diretamente à influência neorromântica do início dos anos 80, no aparecimento dos videoclips, os primeiros que eu vi, e aquilo que me fez despertar a atenção sobre os mesmos que foi no fundo um aspeto muito ligado à moda, embora eu não percebesse isso na altura porque achava que estava ligado à música”, explicou Luís Buchinho à agência Lusa no final do desfile.

Sensível às mudanças de imagem que cada banda fazia de disco para disco – “uma espécie de uma coleção” – o criador revela que este foi um universo que ficou muito presente durante toda a carreira e, se foi a banda desenhada que o fez querer desenhar, esta inspiração fê-lo querer seguir moda.

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Sobre a escolha do quartel para apresentar a coleção – que no início do mês estreou em passerelle na semana de moda de Paris – Buchinho refere que um dos motivos prendeu-se diretamente com a inspiração, “nomeadamente um caráter muito autoritário do videoclip dos Duran Duran, do “The Chauffeur”, que tem uma carga erótica e uma carga de autoridade muito forte”, espírito que o espaço transmite.

“Por outro lado, é giro mostrar o Porto no Portugal Fashion, não só nos locais mais turísticos e mais esperados mas também nos locais que eu acho que são altamente inspiradores que são os locais devolutos, abandonados que transmitem uma certa aridez urbana na qual eu vou beber muita influência”, justificou, considerando “surpreendente” e assegurando que “este público nunca conheceria este quartel se não fosse num evento deste género”.

Muitos dos coordenados foram acompanhados por chapéus militares – “introduzidos por causa do tema mas que jogaram muito bem com o cenário” -, numa coleção que o designer garante que foi “muito bem recebida em Paris”.

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