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Primeiro-ministro timorense empenhado em acabar com a “pobreza extrema”

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O primeiro-ministro timorense, Rui Araújo, assegurou hoje nas Nações Unidas o seu empenho em acabar com a “pobreza extrema” e “lutar contra as desigualdades e a injustiça”.

Rui Araújo falava na cimeira das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável e objetivos do milénio, na qual Timor-Leste integra um grupo de dez nações que vão liderar a implementação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

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O primeiro-ministro timorense reconheceu que a cimeira irá juntar as nações num objetivo comum: “para acabar com a pobreza extrema, lutar contra a desigualdade e a injustiça e fixar as alterações climáticas”.

“Com as novas metas para um desenvolvimento sustentável podemos fazer isto, e muito mais, traçar um novo rumo para todos os países e todas as pessoas”, disse.

Rui Araújo afirmou que será missão será “garantir que ninguém fique para trás”, avançando que este grupo de Alto Nível sobre a Implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável “irá trabalhar durante os próximos meses de forma ativa, para conseguir apoio para a sua implementação”.

“O nosso sucesso individual ou coletivo, ou fracasso, irá revelar a forma como iremos continuar a trabalhar juntos, como governos e comunidade internacional, executando esta nova agenda”, sublinhou.

O responsável adiantou ainda comprometer-se com o papel assumido na Agenda 2030, anunciando que já aprovou as novas metas, abrindo caminho para operacionaliza-lo dentro do contexto do plano de desenvolvimento estratégico nacional.

Rui Araújo frisou também que com as novas metas a “economia irá continuar a crescer, criando mais empregos para todos”

“Podemos e vamos investir em infraestruturas essenciais e melhorar os serviços sociais. Se todos juntos seguirmos um bem comum vamos derrotar o flagelo das mudanças climáticas, proteger os oceanos e melhorar a vida na terra”, afirmou.

Timor-Leste tem desempenhado um papel importante na elaboração da nova agenda, nomeadamente no objetivo 16, que tem como objetivo “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas, a todos os níveis”.

Na sexta-feira, vários dirigentes mundiais reunidos numa cimeira na ONU, em Nova Iorque, adotaram um ambicioso plano de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos que custará vários biliões de euros por ano.

O plano define 17 objetivos de desenvolvimento sustentável a atingir até 2030, entre os quais a erradicação da pobreza extrema, o acesso de todos à educação e à saúde, a promoção da igualdade das mulheres e o combate ao aquecimento global.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou a aprovação da nova agenda global de desenvolvimento e afirmou que se chegou a “um momento decisivo na história da humanidade”.

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