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Ela pode resolver um dos problemas mais antigos da cirurgia

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Maria Nunes Pereira, recentemente distinguida pelo MIT e pela FORBES como uma das 30 pessoas, com menos de 30 anos, mais relevantes do Mundo, na categoria de Cuidados de Saúde, é apresentada agora pela revista TIME como uma inovadora capaz de revolucionar completamente a medicina moderna.

Onde quer que Maria Pereira vá nestes dias – escritório em Paris, uma conferência em Boston, ou voltar para casa em Portugal – ela leva sempre consigo um frasco de cola do tamanho de um polegar. Esse frasco pode conter a solução para um dos problemas mais antigos da cirurgia: como selar feridas e buracos no corpo sem danificar o próprio corpo.

Os antigos egípcios e gregos enfrentaram o mesmo dilema e o método utilizado era os pontos grossos de seda e catgut (fibra natural de grande elasticidade e tenacidade, preparada com uma parte dos intestinos de animais). O método moderno depende de uma técnica mais refinada de sutura de feridas, no entanto, pode ainda resultar em infeção, irritação e cicatrizes.

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Maria Pereira, chefe de pesquisa na startup Gecko Biomedical sediada em Paris, planeia mudar a situação. “Inovação na ciência é a chave para melhorar a vida das pessoas”, disse a investigadora de 30 anos, que cresceu na cidade de Leiria e que se mudou para Paris, em outubro de 2013, para se juntar à Gecko.

O objetivo é desenvolver uma cola que possa ficar em ambientes mais agressivos do corpo: o coração, que bombeia o que ela descreve como “um furacão de sangue” 60 vezes por minuto. Para fechar um corte sob tais condições, molhadas e dinâmicas, a cola deve ser elástica o suficiente para expandir e contrair a cada batida do coração, e ser hidrofóbica, biodegradável e não tóxica.

Em 2012, Maria Pereira projetou um material que reuniu todos esses critérios e muito mais: a cola adere no lugar somente quando o cirurgião aponta uma luz sobre ela, dando o controlo do processo da cirurgia.

Com os ensaios clínicos a começarem no final deste ano, o material pode chegar às salas de operação em 2017. O sonho de Maria Pereira é revolucionar completamente a cirurgia moderna.

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