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Covid-19: Costa considera mais restritivo uso obrigatório de máscara do que da ‘app’

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O primeiro-ministro, António Costa, discursa durante a sessão de assinatura do acordo para o aumento da capacidade de testagem, no âmbito da covid-19, na sede do Infarmed, em Lisboa, 16 de setembro de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O primeiro-ministro admitiu hoje que “houve má compreensão e seguramente má explicação” sobre a utilização obrigatória da aplicação StayAway Covid, em relação à qual há um “grande desconhecimento”, e considerou ser “mais restritivo das liberdades” a obrigatoriedade da máscara.

Enquanto secretário-geral socialista, António Costa participou hoje à tarde num encontro digital promovido pelo PS e foi questionado sobre as críticas à proposta de lei do Governo que torna obrigatório o uso de máscara na rua e a utilização da aplicação de telemóvel StayAway Covid em contexto laboral ou equiparado, escolar e académico, sob pena de multa até 500 euros.

“Pessoalmente, devo dizer-lhe que considero que até é mais restritivo das liberdades a obrigatoriedade do uso da máscara, que parece que teve um consenso total, do que propriamente ter uma aplicação com que eu ando desde o dia 01 de setembro e que nunca me senti minimamente incomodado ou limitado, enquanto com a máscara, para ser sincero, não só me sinto incomodado, como me sinto limitado”, respondeu à jornalista Maria Elisa, que conduziu a sessão.

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Na perspetiva de António Costa, “há grande desconhecimento sobre a aplicação” e isso explica “grande parte da reação”.

“Eu acho que houve má compreensão e seguramente má explicação”, disse, deixando claro que do ponto de vista da proteção dos direitos, liberdades e garantias “não há rastreabilidade dos movimentos e é preservado totalmente o anonimato”.

Para o líder socialista, “há um ganho enorme” que se obteve que foi o facto de “as pessoas voltaram a estar alerta para a necessidade de controlarem os seus comportamentos e através dos seus comportamentos controlarem a expansão da pandemia.

O primeiro-ministro justificou esta proposta de lei com a necessidade de “dar uma indicação clara” que não se podia “continuar a deixar andar e que era preciso que as pessoas alterassem o comportamento”.

“Uma das razões pela qual eu tive dúvidas sobre a oportunidade do estado de emergência [quando foi acionado] é porque tive a perceção que se calhar mais tarde seria mais útil o estado de emergência, porque naquela altura as pessoas estavam voluntariamente a ficar em casa”, admitiu.

Segundo o chefe do executivo, “desde o apelo no Conselho de Ministros até agora já houve um crescimento muito significativo do número de descargas” da aplicação.

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