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Presidente do Volt Portugal acredita que partidos tradicionais “começam a esgotar-se”

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O presidente eleito do partido Volt Portugal, Tiago Matos Gomes, reage após o discurso de tomada de posse durante o primeiro congresso nacional do partido, em Lisboa, 26 de setembro de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O presidente eleito do Volt Portugal (VP), Tiago de Matos Gomes, considerou hoje, no encerramento do I Congresso, que partidos tradicionais como PS e PSD “começam a esgotar-se”, contrapondo que o seu oferece “um projeto de futuro”.

“Os partidos tradicionais e fundadores do regime iniciado em 1974 parecem começar a esgotar-se. Em ideias, em respostas. Devemos-lhes muito. Foram eles que fizeram de Portugal uma democracia liberal europeia de tipo ocidental. Que nos colocaram na então CEE. Que consolidaram a democracia. Mas o que têm hoje PS e PSD, os dois maiores partidos portugueses, a oferecer?”, questionou Tiago de Matos Gomes, eleito hoje presidente no I Congresso nacional do partido, em Lisboa.

Para a nova direção, o Volt Portugal oferece “um projeto de futuro”, assumindo como objetivo a missão pedagógica de explicar à sociedade portuguesa as vantagens de uma “europa federal”.

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Tiago de Matos Gomes anunciou ainda que o Volt Portugal avançará com um referendo interno para decidir sobre as eleições presidenciais, priorizando as eleições autárquicas, que serão “as primeiras em que o Volt se apresentará ao eleitorado como partido”.

O fundador do movimento em Portugal considerou ainda que “só uma Europa unida pode dar respostas eficientes e ter voz no palco global, influenciando positivamente o rumo dos acontecimentos”, assegurando que o partido não faltará ao combate aos “nacionalismos, extremismos e populismos”.

“O sucesso da Europa é o sucesso de Portugal e dos portugueses!”, rematou.

A lista ‘A’, encabeçada por Matos Gomes, era a única candidata à Comissão Política Nacional (Direção) do Volt Portugal, tendo obtido uma larga maioria dos votos, com apenas um voto em branco.

O Volt Portugal é um partido que defende o federalismo europeu, a criação de um Parlamento Europeu “com iniciativa legislativa”, um Senado europeu, o estabelecimento de “um governo europeu eleito e um Presidente europeu eleito por sufrágio universal” e ainda umas Forças Armadas Europeias.

Por considerar que a dicotomia esquerda-direita está esgotada e que “o século XXI precisa de partidos do século XXI”, o Volt posiciona-se politicamente como um partido progressista, priorizando o pragmatismo na tomada de decisões políticas independentemente da ideologia.

O Volt Europa conta com 14 partidos oficializados na Europa, cerca de cinco mil membros e mais de 55 mil apoiantes.

No discurso de encerramento do I Congresso do Volt Portugal estiveram presentes o deputado à Assembleia da República Porfírio Silva, do PS, Ângelo Pereira, Presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, Rui Prudêncio. pelo PAN, Carla Castro, da Iniciativa Liberal, Tomás Cardoso Pereira, do Livre, e ainda o eurodeputado Francisco Guerreiro (ex-PAN).

Estiveram também presentes Diogo Reis, pelo partido Reagir Incluir e Reciclar (RiR) e um representante da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

O movimento, que surgiu em Portugal em 28 de dezembro de 2017, conta com um eurodeputado no Parlamento Europeu, Damian Boeselager, eleito pelo Volt Alemanha nas eleições de maio de 2019.

Andrea Venzon é o fundador do movimento ‘Volt Europa’, que também já é partido político na Alemanha, Bulgária, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, Áustria, Luxemburgo, Dinamarca, França, Reino Unido e Suécia.

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