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Covid-19: França eleva o alerta face ao risco de retoma epidémica

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O primeiro-ministro francês Jean Castex endureceu hoje o discurso face a uma “situação epidemiológica que evoluiu no mau sentido”, ao impor a extensão do uso obrigatório de máscara e proibir ajuntamentos de mais de 5.000 pessoas até 30 de outubro.

“Digo-o com gravidade: se não reagirmos coletivamente, expomo-nos a um risco elevado de retoma epidémica que será difícil de controlar”, preveniu o chefe de Governo durante uma deslocação a Montpellier, sul da França.

Nas últimas 24 horas, a França o número de pessoas diagnosticadas positivas à covid-19 registou um aumento de 785 casos. No total, foram registados numa semana 10.800 novos casos.

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O regresso da epidemia “colocará de novo em tensão o conjunto da cadeia de saúde (…) a nossa economia, o nosso sistema educativo, a nossa vida coletiva e cultural”, alertou Castex, apelando para “reagir individualmente e coletivamente” e “vigorosamente”.

Indicou que iria “pedir aos responsáveis das regiões para se aproximarem dos eleitos locais para alargar o mais possível o uso da máscara nos espaços públicos”.

Dezenas de cidades já impuseram esta obrigatoriedade em algumas das suas ruas, incluindo Paris e Marselha.

O primeiro-ministro anunciou ainda o prolongamento, até 30 de outubro, da proibição de eventos com mais de 5.000 pessoas, mesmo se os responsáveis regionais possam emitir exceções na condição de verificarem o “estrito respeito das indicações sanitárias”.

Jean Castex anunciou por fim o reforço dos controlos “sobre o cumprimento do conjunto das regras destinadas a prevenir a propagação do vírus: respeito pela utilização das máscaras”, em particular nos restaurantes, ou “obrigação de declaração dos ajuntamentos com mais de dez pessoas”.

A epidemia do coronavírus já provocou 30.340 mortos em França.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 736 mil mortos e infetou mais de 20,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (163.465) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 5 milhões).

Seguem-se Brasil (101.752 mortos, mais de 3 milhões de casos), México (53.003, mais de 485 mil infetados), Reino Unido (46.526 mortos, mais de 311 mil casos) e Índia (45.257 mortos e mais de 2,2 milhões de infetados).

A Rússia, com 15.103 mortos, é o quarto país do mundo em número de infetados, depois de EUA, Brasil e Índia, com mais de 895 mil casos, seguindo-se a África do Sul, com mais de 593 mil casos e 11.312 mortos.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (46.526 mortos, mais de 311 mil casos), seguindo-se Itália (35.215 mortos, mais de 251 mil casos), França (30.340 mortos, mais de 331 mil casos) e Espanha (28.500 mortos, mais de 322 mil casos).

Portugal contabiliza 1.750 mortos em 52.537 casos de infeção.

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