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Sánchez “razoavelmente otimista” sobre candidatura de Calviño ao Eurogrupo

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Spanish Prime Minister Pedro Sanchez attends to a press conference after a meeting with his Portuguese counterpart Antonio Costa (not in picture) at the Sao Bento Palace in Lisbon, Portugal, 06 July 2020. Pedro Sanchez is in Portugal for a meeting about the next European Council, (17-18) in Brussels. ANTONIO COTRIM/LUSA

O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou-se hoje “razoavelmente otimista” com as reações dos restantes governos da zona euro à candidatura da ministra da Economia espanhola, Nadia Calviño, à presidência do Eurogrupo, que Portugal apoia.

“Estamos numa semana decisiva e estamos a falar com todos os colegas de governos da zona euro”, disse Pedro Sánchez numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, António Costa, que o recebeu hoje em Lisboa.

“Estamos razoavelmente otimistas e agradecidos pela resposta que estamos a ter do resto dos países, não apenas de governos progressistas, mas também de países governados por partidos conservadores”, disse.

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António Costa afirmou, por seu lado, o apoio de Portugal à candidatura da ministra espanhola.

“Apoiaremos a candidatura de Nadia Calviño à presidência do Eurogrupo, desde logo pelas suas qualidades pessoais, pela forte experiência que tem em matéria europeia e também pela convergência de pontos de vista que temos mantido sobre o que deve ser o futuro da União Económica e Monetária”, disse António Costa.

O primeiro-ministro português aludiu ainda ao facto de Calviño pertencer à família política socialista europeia, a mesma a que pertence o Governo português, embora frisando que Espanha apoiou a candidatura de Mário Centeno apesar de, à altura, o Governo espanhol ser do Partido Popular e, portanto, de outra família política.

“Há uma boa tradição dos nossos dois países de apoio recíproco às candidaturas internacionais”, disse Costa.

Além de Nadia Calviño, são candidatos à presidência do Eurogrupo os ministros das Finanças da Irlanda, Paschal Donohoe, e do Luxemburgo, Pierre Gramegna.

Para ser eleito, o presidente do Eurogrupo tem de ter o apoio de pelo menos 10 dos 19 países da zona euro.

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