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Ordem dos Médicos apoia clínicos que recusaram lar em Reguengos

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Foto: © Global Imagens
A Ordem dos Médicos (OM) defendeu hoje o internamento hospitalar dos utentes do lar de Reguengos de Monsaraz (Évora) com covid-19, afirmando saber da recusa de clínicos em trabalharem num espaço que “não tem condições”.

Houve a recusa dos médicos hospitalares em serem deslocados para um sítio que não tem condições”, afirmou à agência Lusa o presidente do Conselho Regional do Sul da OM, Alexandre Valentim Lourenço.

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo determinou que médicos das Unidades Locais de Saúde da região fossem mobilizados para Reguengos de Monsaraz para apoiarem os utentes infetados com covid-19 do Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), entretanto transferidos para um pavilhão do parque de feiras e exposições, que é agora ‘hospital de campanha’.

“O hospital que presta apoio é o Hospital de Évora“, mas “os clínicos que estavam a ser deslocados” para Reguengos de Monsaraz “eram de Santiago do Cacém, de Beja, de Elvas e não do hospital que os ia receber”, sublinhou o responsável da OM, acrescentando: “Não faz sentido”.

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Alexandre Valentim Lourenço disse ter recebido diversos “papéis assinados de diretores de serviço a dizerem que, legalmente, aquilo [instalações para onde os idosos foram transferidos] não é um hospital”.

Os médicos hospitalares de Medicina Interna “não podem ser deslocados do sítio onde estão a trabalhar e a fazer falta para irem para um sítio com menos qualificação”, disse, frisando que estes clínicos “têm muitos doentes a seu cargo, doentes com patologias graves, e têm as enfermarias para ver todos os dias”.

Desta forma, e porque “estes doentes descompensam muito depressa”, uma vez que “grande parte tem uma idade bastante avançada e tem doenças crónicas”, os utentes “deviam estar numa enfermaria de hospital com vigilância permanente”.

Já o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, disse à Lusa que, apesar de o organismo que dirige ter convocado médicos e enfermeiros dos hospitais das ULS do Baixo Alentejo (Beja), do Norte Alentejano (Portalegre e Elvas) e do Litoral Alentejano (Santiago do Cacém) para a vigilância dos utentes do lar, os clínicos hospitalares só apoiaram “entre 27 de junho e 02 de julho“.

A equipa de Saúde que está diariamente em Reguengos de Monsaraz é constituída por “sete enfermeiros e dois médicos”, esclareceu José Robalo.

ARS tinha também suspendido as férias dos profissionais de Saúde, entre o passado dia 01 deste mês e até esta sexta-feira, tendo José Robalo revelado hoje que essa medida não vai ser prolongada: “Não há necessidade porque os doentes do lar já estão mais estabilizados”.

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